Archive for Gestão de Pessoas

31 jul 2009

CONFIE EM ALGUÉM ALÉM DE VOCÊ MESMO

No Comments Administração e Gestão, Confiança, Gestão de Pessoas, Gestão do Tempo, Liderança, Motivação, Qualidade de Vida, Relações de Trabalho

Esse foi um artigo publicado no início do ano. Um texto muito apropriado para aqueles momentos em que saimos de férias e deveríamos desligar da nossa atividade… Como estamos em julho e talvez, muitos de vocês ainda estejam em férias, achei que fosse interessante compartilhar.

 

Quantas vezes, no meio do seu dia de trabalho, você se pegou pensando: “só eu posso fazer isso. Ninguém conhece esse processo melhor do eu”.?!?

Crescemos inseridos em um processo de aprendizagem que nos ensina a ser importante, ser insubstituível. Depois as empresas crescem e vão ensinando uma pessoa a fazer o que duas faziam antes, depois três, vinte. É assim que um vendedor se torna uma força de vendas!

Você até pode fazer bem o seu trabalho, mas você pode impedir o crescimento da empresa se continuar fazendo tudo sozinho. É preciso sair da frente, deixar que mais alguém aprenda as coisas com você.

Para que você mesmo possa crescer e para que a sua empresa possa se desenvolver é preciso que “você prepare novos vocês”. Confie em seu par, em seu assistente, em toda a sua equipe.

Imagine que um dia você mereça férias! (Calma! É só uma idéia!)

A empresa não pode parar. As pessoas que você mesmo contratou não merecem sua confiança?

Pode ser que nesse período a empresa funcione de maneira diferente. Eles podem ler e-mails de tarde e não de manhã, retornar as ligações após o almoço e não ao final do dia como você, mas talvez essa nova rotina traga com ela, novos clientes, novos processos, novas formas de fazer certo aquilo que você sempre fez certo também.

Não é fácil abrir mão, delegar o que temos de funções mais importantes, especialmente quando você é muito bom naquilo que faz e quando a empresa vem apresentando resultados positivos. Mas comprometimento tem limite. Quantas vezes presenciamos fatos onde o profissional deixa sua vida pessoal em segundo, terceiro plano para atender a um chamado da empresa? Momentos assim eram fatos esporádicos, só que de uns tempos para cá as empresas imprimiram um novo ritmo, trabalhando muito no limite, trafegando acima da linha da normalidade e conduzindo os seus profissionais numa jornada estressante.

Profissionais competentes, equilibrados e dotados de bom senso, têm noção do seu real valor e da contribuição que trazem para a empresa e sabem muito bem quando chegou a hora de descansar, de assumir novos desafios ou até de partir para outra empresa.

Conviva com pessoas com talento. Se puder, traga-as para a sua equipe. Motive-as. Desafie-as. Faça-as progredir. O que elas ainda não sabem, vão aprender. Continue fazendo o seu trabalho ou tocando a sua empresa de forma competente, mas prepare também as pessoas libertando-se para fazer a empresa crescer, capacitando as pessoas para que um dia possam substituí-lo e deixando o caminho livre para uma promoção ou para você se dedicar às coisas mais rentáveis, ou talvez a abrir outro tipo de negócios para explorar no futuro.

É preciso confiar e acreditar que a empresa vive, sim… e pode até ser melhor quando você não estiver por lá!

 
Ana Maria Magni Coelho
Publicado no DAT em 24 de janeiro de 2009
25 jun 2009

ADEUS CHARLIE BROWN

3 Comments Ambiente de Trabalho, Clima Organizacional, Comportamento, Gestão de Pessoas, Liderança, Motivação, Relações Humanas

Quem nunca se inspirou em Charlie Brown, personagem do desenho animado do Snoopy, para demonstrar sua frustração no ambiente de trabalho que atire a primeira pedra.

Todo profissional sabe que, às vezes, a sensação de esgotamento com relação ao cotidiano das organizações beira o limite do suportável e então, a situação “mas que puxa!” parece tornar as coisas ainda mais difíceis.

Quando falta motivação, as pessoas passam a relacionar o trabalho com uma questão de dureza e de complicação, quando na verdade ele deveria ser visto com satisfação e alegria. E pior: essa sensação pode vir acompanhada de intolerância, desencadeando brigas e discussões entre as equipes.

Eu poderia enumerar diversos fatores responsáveis em deixar nossos colaboradores sem energia: ausência de férias, problemas de saúde ou de relacionamento, mas a falta de motivação é um problema singular e subjetivo que envolve o profissional e a gestão de sua vida e sua carreira.

Para encontrar a tal motivação responda à pergunta: seu trabalho te dá significado?

Uma pessoa que gosta do que está fazendo é naturalmente motivada. Pense nas crianças… Você não precisa motivar crianças! Elas já acordam super motivadas porque o dia é emocionante para elas, sempre há um novo aprendizado.

No ambiente organizacional, o termo motivação nos remete a duas idéias diferentes, mas relacionadas. Do ponto de vista do indivíduo, a motivação é um estado interno que conduz à busca de objetivos. A motivação pessoal afeta a iniciativa, a direção, a intensidade e a persistência de esforço. Um trabalhador motivado segue em frente, concentra os esforços na direção correta, trabalha com intensidade e mantém o esforço. Já do ponto de vista do líder, a motivação é o processo de fazer com que as pessoas persigam objetivos e atinjam resultados que auxiliem a organização. Os dois conceitos possuem um importante significado em comum. A motivação é o dispêndio de esforços para atingir resultados.

A simples análise do termo nos ensina que motivação é termos um motivo para agir (motivo + ação = motivação!). Ora, então é muito simples, afinal cada um de nós está cheio, pleno de motivos!

Mas quais seriam os motivos comuns em uma equipe? O grande desafio do líder é fazer com que cada pessoa crie os seus motivos para lutar por um objetivo comum e criar um ambiente em que as pessoas estejam realmente compromissadas umas com as outras para somarem esforços e, assim, conseguirem alcançar suas metas.

Hoje as pessoas dedicam grande parte de suas vidas às empresas onde trabalham, constróem um estilo de vida, seu sistema de valor e seu interesse central de vida em torno de seu trabalho. Só isso já deveria mantê-las motivadas a se dedicar ao máximo às metas dessa organização, mas o desafio da motivação abrange muitas formas complexas do comportamento humano.

Seria ótimo se pudéssemos colocar tais complexidades do comportamento humano e a dinâmica organizacional dentro de um tubo de ensaio e num simples instante entendêssemos todas as suas variáveis criando uma atmosfera de motivação e respeito mútuo.

Acho engraçado quando as pessoas me perguntam se o SEBRAE-SP tem algum "curso de motivação pessoal”, pois não consigo enxergar meios de motivar as pessoas através de uma receita pronta e padronizada, uma frase ou uma história bonita. Motivação é um processo, não um evento isolado onde se aperta um botão e pronto…

Os principais aspectos da motivação para realização envolvem o auto-conhecimento e enfatizam a prontidão de uma pessoa para confrontar-se com um desafio e lidar adequadamente com ele, aceitar sua responsabilidade pessoal entendendo o impacto sobre responsabilidade partilhada, calcular riscos, resolver problemas e satisfazer necessidades, sejam elas fisiológicas, fundamentais à existência, de segurança, sociais, de estima ou de auto-realização.

Quando você contrata alguém para a sua empresa, normalmente esta pessoa entra naturalmente motivada, disposta a contribuir, rezar o terço da organização e com grandes expectativas de crescer. Isso porque percebe que suas necessidades foram atendidas, afinal ou ela estava infeliz no seu trabalho anterior ou estava desempregada.

Mas então, a falta de perspectiva de futuro, uma rotina enfadonha do trabalho, a falta de reconhecimento e, até mesmo, a falta de conhecimento da empresa onde passa a trabalhar começam a transformar a forma como essa pessoa se relaciona com a empresa.

Lembro-me de uma das formações da seleção brasileira de futebol que fazia referência ao “quadrado mágico”. Lá na seleção não deu grandes resultados, mas o quadrado pode ser inspiração para um bom ambiente que desencadeie a motivação das pessoas nas organizações , Que tal um quadrado mágico que envolva respeito, comunicação, transparência e feedback?

Esse é o desafio de qualquer liderança, reforçar continuamente os comportamentos e as atitudes positivas dos funcionários através do respeito, comunicação assertiva, transparência e feedback.

Manter a motivação em alta não é fácil e exige a mesma atenção que damos ao caixa das nossas empresas; mas se, ainda assim, os Charlie Brown sobreviverem é a hora de procurarem outros desenhos a estrelar!

 

Ana Maria Magni Coelho
Artigo publicado na Revista Arena Empresarial
Edição 03 – junho/julho 2009
08 jun 2009

DA COMPETIÇÃO À COOPERAÇÃO

3 Comments Comportamento, Cooperação, Gestão de Pessoas, Relações Humanas, Trabalho em Equipe

Aparentemente contraditórias, essas palavras têm coexistido nos relacionamentos organizacionais recentes. Ao pensarmos na cooperação, o pronome “nós” prevalece ao pensamento individual, mas tanto cooperação quanto competição são formas de “com-vivermos” com o mundo com crenças, comportamentos, estilos e práticas sociais diferentes.

O mercado de trabalho moderno tem dado grande valor à capacidade das pessoas trabalharem em equipe, o que não significa dividir um mesmo espaço.

Cooperação vai além: requer relações de respeito mútuo, tolerância, respeito à diversidade e, conseqüentemente, um processo de negociação constante para obtenção de resultados que proporcionem vantagens para todos, reconhecendo que cada membro de um time depende dos outros para sobreviver.

Assistimos a infinitos jogos de poder, resultados de uma competição desenfreada: a lei de Gerson, passar a perna, olho gordo, briga de galo são expressões populares da competição. A possibilidade de dominar, de usar a criatividade a serviço de si próprio, da espionagem, de trapaças e de dissimulações traz um lado muito pesado ao comportamento competitivo nas organizações.

É verdade que, em alguns momentos, a competição nos estimula à aprendizagem, mas talvez isso deva ficar no ambiente dos esportes e não em nossas relações de trabalho, onde a maior competição deveria ser a de vencer a si mesmo e não ao outro.

Esse é o mundo que vejo se construir e prosperar… Um mundo em que ser melhor a cada dia pode ser um fator de cooperação, afinal se eu busco melhorar, melhoro também o time ao qual eu faço parte.

Hoje vemos parcerias inconcebíveis há uma década atrás: carroceria de uma empresa equipada com motor de outra, grandes blocos econômicos sendo substituídos por esforços de cooperação, cooperativas dando oportunidades à diversas pessoas para escoamento de suas produções… Isso sem contar as inúmeras redes de pessoas cujo objetivo é, através da cooperação, evitar a destruição da vida no planeta e preservar o meio ambiente.

Acredito muito nesse novo modelo, e com muita “paz-ciência” espero ver um mundo em que o trabalho em equipe efetivamente transcenda as salas das empresas e traga o verdadeiro sentido de solidariedade, cooperação e ganho para todos, em real “comum-unidade”

 
ANA MARIA MAGNI COELHO
Junho/2009
 
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