Archive for Viva Positivamente

06 ago 2015

MAKTUB

No Comments Carreira, Coaching, Comportamento, Empreendedorismo, Escolhas, Protagonismo, Viva Positivamente

Um pouco de sorte não faz mal a ninguém, mas ficar em casa esperando as coisas acontecerem não vai mudar sua vida. 

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Maktub é uma palavra em árabe que significa "já estava escrito" ou "tinha que acontecer". Considerada um sinônimo de "destino", expressa que as coisas que estão predestinadas irão acontecer independentes de nossa ação ou vontade.

Não pretendo discutir crenças ou religiões nesse post, afinal nossa ideia por aqui é falar sobre o ambiente de gestão, mas acreditar que exista uma força cega e impessoal sobre a qual ninguém tem controle – nem mesmo Deus – e que os eventos são arrastados por este poder cego e sem propósito é fatalismo demais… Tenho certeza que você já ouviu que “o universo conspira a nosso favor”, mas em muitas ocasiões, somos nós mesmos que conspiramos contra nós.

Embora a convenção popular diga que o tempo pode resolver muitas coisas, a grande maioria dos assuntos corporativos simplesmente não podem esperar. Para o nosso bem, não devemos esperar muitas coisas, Quer um conselho? Vai pra cima e faz as coisas acontecerem se esforçando ao máximo para evitar criar expectativas enormes e acabar sofrendo, se desanimando ou cortando os pulsos (Hahahah! Só um pouquinho de exagero apenas pra manter você ligado no que ainda temos de texto pela frente!)

Brincadeiras à parte, quando vivemos situações novas e a mudança bate à nossa porta, é quase inevitável não criarmos mil expectativas e esperar mais mil coisas das pessoas. Mas, reafirmo: o melhor a fazer é reduzir o nível das expectativas. Quando começar a criar sonhos e floreios demais, pare e coloque em foco outra coisa. Fácil, né?! Não, não é mesmo!

Tente viver cada momento sem ansiar pelo próximo, tente fazer as coisas sem esperar algo em troca, e caso os outros nunca te façam nada e você sempre faça tudo, garanto que um dia você vai cansar e vai parar também, porque fazemos somente aquilo que somos motivados a fazer.

Muitas pessoas sabem, por exemplo, que não estão satisfeitas com o emprego atual, mas tampouco sabem dizer o que seria capaz de fazê-las felizes. Acreditar que esse é o destino e esperar que o tempo resolva a situação não vai ajudá-las a alcançar seus propósitos. É preciso dar-se uma chance para tentar algo novo, conhecer seus interesses e ser ativo para conquistar aquilo que deseja.

Esqueça essa história de que oportunidades melhores virão.


Elas não virão. Você terá de criá-las. Pense que você só poderá saber o que existe atrás de uma porta se você abri-la! Não espere o destino fazer isso por você.

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Às vezes, as pessoas vão embora da nossa vida para dar lugar a alguém melhor. Às vezes, certos obstáculos e problemas aparecem para a gente conhecer a força e a fé que nem a gente sabia que tinha. Não tem nada de errado com você, não tem nada de errado com sua vida. Acalme sua mente, reduza as expectativas e não se desespere. Nenhuma dor é para sempre, nenhum sofrimento é eterno assim como a felicidade é composta de momentos passageiros. E isso não é um brado de revolta contra o destino, mas sim, a reafirmação de que uma hora a gente precisa acordar e ser aquilo que sempre sonhou.​ Como diria minha xará Ana Maria Braga:

"Acorda, menina (o)!"

 

 

02 ago 2015

MEIO CHEIO OU VAZIO?

No Comments Comportamento, Escolhas, Inteligência Emocional, Mudança, Relações Humanas, Viva Positivamente

Existe uma lei do pensamento que diz: semelhante atrai semelhante. Seus desejos têm atraído o quê em sua vida?

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“Cuidado com o que você deseja, pois seus desejos podem tornar-se realidade”. Com certeza você já ouviu essa frase. Honestamente, sempre que desejei algo de verdade (com vontade mesmo!) fui agraciada. Não é questão de misticismo, crendice ou coisas do tipo, é energia. Nosso pensamento tem poder.

Por que perder tempo desejando o mal a alguém ou invejando as conquistas alheias se você pode construir seu próprio caminho? Isso só traz amargura e ressentimento, te torna pequeno e com baixa autoestima. Lembre-se que toda e qualquer ideia exerce grande poder sobre nossa vida e ainda que pareça que os pensamentos são direcionados aos outros, é sobre você que ele se reflete. Afinal, nós fazemos aquilo que pensamos. Quer planejemos fazer o bem ou o mal, o plano e a ação principiam na mente.

Por isso, mesmo que sua situação não seja das melhores, aproveite seu tempo livre para estudar, motivar-se com as pequenas conquistas e correr atrás da realização dos seus sonhos. Volto a dizer: tome cuidado com o que você deseja, pois mais cedo ou mais tarde você será atendido e aí, não adianta arrepender-se. (Lembra da Efigênia, do programa Zorra Total?!?)

Brincaderias à parte, prepare-se para o momento de receber o seu pedido. (O vídeo foi só pra descontrair mesmo!)

Às vezes, não entendemos muito bem o momento das mudanças, mas fique certo de que, mesmo que não seja compreensível num primeiro momento, tudo o que acontece em sua vida tem um porquê. Não blasfeme a sorte, jogue o xadrez da vida e tente sempre ver o lado bom das coisas.

Imagine que temos um balde com água até a metade: para você, este balde estaria meio cheio ou meio vazio? Sua resposta depende muito de sua percepção de realidade, que é subjetiva em sua essência e variável de pessoa para pessoa. O que digo a vocês é para buscarem enxergar a vida sempre pelo lado cheio!

Sei que não é fácil, mas garanto que vale a pena. Por mais semelhantes que as situações possam nos parecer, precisamos reconhecer que cada pessoa vive em seu próprio mundo. O que se sente, percebe, pensa e imagina é resultante de suas experiências, do ambiente físico e social em que vive e da sua própria natureza biológica.

Seu mundo é o seu mundo pessoal e é diferente do mundo de todas as outras pessoas. Não subestime e muito menos menospreze seus medos e desejos. A maneira pela qual nos comportamos está subordinada ao nosso mundo particular. E se somos capazes de desenvolver nosso próprio mundo, porque não fazê-lo sob uma perspectiva positiva?

Numa cena do musical “A Noviça Rebelde”, Maria, a governanta, distrai as crianças ajudando-as a pensar em suas coisas favoritas durante uma tempestade. Criando pensamentos agradáveis, elas se esquecem dos temores. Conosco também é assim: pensamentos agradáveis expulsam os desagradáveis. Se emanarmos bons pensamentos, assim serão as nossas experiências. Se a crise parece estar cada vez mais perto, eu prefiro acreditar que há um caminho de boas oportunidades sendo construído e que será por ele que minha vida irá seguir. Quer seguir comigo?

 

31 jul 2015

ASSÉDIO SEXUAL NO TRABALHO

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Abusar da hierarquia da empresa para tirar vantagens sexuais é assédio sexual, e isso é crime. A primeira dica é romper o silêncio e denunciar o ato, saiba como!

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O assédio do chefe começa, na maioria das vezes, como uma brincadeira inocente. A prática vai se intensificando e, quando você percebe, já está de mãos atadas. Muitas mulheres sofrem em situações como essa no dia a dia e o pior: caladas e com medo de perder o emprego. Abusar da hierarquia da empresa para tirar vantagens sexuais é assédio sexual, e isso é crime.

Num caso relatado no site do Tribunal Superior do Trabalho (TST), um supermercado localizado na cidade gaúcha de Viamão teve de pagar R$ 10 mil a uma balconista assediada por um dos donos da empresa durante o trabalho. No último exame do caso, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso da empresa, que pretendia ser absolvida da condenação. Segundo a empregada, o patrão a teria assediado passando a mão em seus seios e fazendo comentários libidinosos sobre eles.

Em outro caso, este publicado no dia 15 de novembro de 2013, um mero galanteio, a paquera e olhares de admiração não apresentam assédio sexual segundo a 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. O colegiado analisou um pedido de indenização por danos morais de uma mulher que alegou ter sofrido por seu chefe "atos tendentes a obter favores sexuais contra a sua vontade".

A juíza relatora disse não ter visto provas de assédio sexual ou moral, pois em ambos os casos não houve pressão reiterada. Segundo a juíza, não houve assédio moral pela ausência de perseguição constante ou "terror psicológico capaz de incutir no empregado uma sensação de descrédito em si próprio". 

O que, então, caracteriza o assédio sexual?

 

Numa pesquisa realizada com 478 pessoas e divulgada em 2012 pelo site Trabalhando.com, 40% já sofreu algum tipo de assédio sexual no ambiente de trabalho, sendo 32% mulheres e 8% homens. Embora existam casos inversos em que o homem se vê assediado por uma mulher, essa não é a regra e sim a exceção. O assédio sexual é crime com legislação específica e penalidades previstas. (Veja a cartilha desenvolvida pelo Ministério do Trabalho e Emprego)

O assédio acontece quando o homem, principalmente em condição hierárquica superior, não tolera ser rejeitado e passa a insistir e pressionar para conseguir o que quer e isso pode ser expresso de várias formas. No ambiente de trabalho, atitudes como piadinhas, fotos de mulheres nuas, brincadeiras consideradas de macho ou comentários constrangedores sobre a figura feminina podem e devem ser evitados.

É o constrangimento caracteriza o assédio. Uma cantada, até mesmo um convite para sair, pode ser feito no ambiente profissional, mas é preciso que isso não ameace o posto de trabalho de nenhum dos lados e muito menos seja feito sob ameaça. Ao que se arriscou fazer o convite é preciso também saber ouvir não. 

Outro fator relevante é entender que assédio sexual é o praticado apenas por chefes em relação ao subordinado. Pessoas do mesmo cargo que tentam insistentemente uma abordagem sexual e outros atos de constrangimento são considerados assédio moral. Gritar ou expor ao ridículo em alguma situação são outros exemplos do que configura crime.

Segundo a professora Adriana C. Calvo, mestranda da PUC/SP, há dois tipos de assédio sexual. A chantagem é o tipo criminal previsto pela Lei nº 10.224/2001. O outro é a intimidação, a intenção de restringir, sem motivo, a atuação de alguém ou criar uma circunstância ofensiva ou abusiva no trabalho. As mulheres ainda são as maiores vítimas do que a legislação denomina assédio sexual.

A Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará, 1995 – CEDAW) classifica o assédio sexual no trabalho "como uma das formas de violência contra a mulher". As informações são da cartilha atualizada e elaborada pela Subcomissão de Gênero com participação da Comissão de Ética do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Se você sente que passa por algo parecido, não se cale. Preparamos algumas dicas sobre atitudes que você pode tomar já:

  • Dizer não ao assediador, com a maior clareza
  • Contar aos colegas de trabalho o que está se passando e reunir todas as provas possíveis
  • Contar para a chefia hierarquicamente superior ao assediador, se houver
  • Denunciar ao Sindicato da categoria
  • Em casos extremos, procurar uma delegacia mais perto e a apresentar queixa.

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23 jul 2015

ARRANQUE OS RÓTULOS

No Comments Comportamento, Relacionamento Interpessoal, Relações Humanas, Viva Positivamente

Gordo, velho, nerd, tímido… Os rótulos machucam e prejudicam o bem-estar de quem os recebe e podem afastar você de novas (e boas) relações.

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Infelizmente, desde muito cedo aprendemos não só a dar nomes a tudo o que conhecemos, mas também a colar a elas certos rótulos. Atribuímos conceitos fechados e com significados estanques, permanentes e, muitas vezes, imutáveis até mesmo para as pessoas. Dizer que a mulher de hoje é criada para ser independente, e que homens não gostam de mulheres independentes, é um erro. Homens e mulheres são muito diversificados, e seus desejos, muito mais complexos. Pessoas não cabem em caixinhas. Não se podem definir. Ninguém é apenas mocinho ou bandido. Quem é vivo, surpreende. E quanto mais preconceituoso, dogmático e inflexível for o rótulo que você escolher, menos você se deixará surpreender.

Na verdade, rótulos existem para identificar o conteúdo, as características ou a composição de um produto. Toda vez que alguém identifica outra pessoa com algum rótulo, reduz um ser humano à categoria de produto, que, no entanto, depende de uniformidade para existir. Não podemos ser produtos!

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Cada um de nós tem aspectos e formas diferentes, definidos de acordo com contextos, transformados pelo convívio e idealizadas a partir das circunstâncias. Quando se fala, portanto, que “a mulher de antigamente era criada para ser dona de casa” e “a mulher de hoje é criada para ser uma executiva e conquistar o mundo” estamos apenas trocando uma etiqueta por outra. É preciso haver mais. Existe mais conteúdo – complexo e indefinível – a ser visto por baixo dos rótulos.

Eu, por exemplo, conheço homens de todos os tipos: aqueles que gostam de futebol, outros que se encantam por carros, que sabem fazer churrasco, que gostam de comida japonesa, que podem parafusar quadros nas paredes. Nada disso, lhes faz mais ou menos homens.  Assim como conheço mulheres mais ou menos delicadas, que sabem manejar prego, martelo e furadeira, que adoram cozinhar ou que mal sabem ferver uma água. Algumas ricas, algumas pobres. Nada disso fez qualquer uma delas mais ou menos mulher, melhor ou pior. O fiel da balança é sempre algo que não se explica e que não cabe em planilhas.

Precisamos de coragem para olhar a vida de frente, de olhos abertos, dispostos a enxergá-la em sua amplitude, o que inclui o belo e o feio, o agradável e o desagradável, a luz e a escuridão. Chega de dominantes e dominados! Se somos todos iguais, somos todos singulares também. E isso é simplesmente M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O.

Enquanto insistirmos em rotular as pessoas, acreditando que quem se comporta assim, ou quem se veste de determinada maneira é isso ou aquilo, continuaremos condenados a apenas substituir as etiquetas. É claro que temos o direito de querer ou gostar daquilo que nos for melhor. Nosso direito de escolha nada tem a ver com a inteligente decisão de parar de rotular. Mas fica aqui uma dica: no desconhecido e diferente você também poderá descobrir lindos caminhos em si e nos outros. Sem etiquetas.

 

*Texto inspirado em Dra. Rosana Braga

10 jul 2015

HOMEM FORMIGA

No Comments Coaching, Comportamento, Confiança, Cotidiano, Inteligência Emocional, Protagonismo, Viva Positivamente

Calma! Isso não é mais uma crítica ao Universo Marvel nos cinemas, mas um texto sobre o que não deveríamos copiar das pequeninas formigas! 

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Os seres humanos compartilham de uma insanidade coletiva presente em todas as culturas ao redor do planeta: uma obsessão irracional e contraprodutiva sobre o que os outros pensam de nós – um anseio social por aprovação e admiração associado a um medo paralisante de ser desaprovado. Por mais que saibamos que não podemos agradar a todos, nos sentimos mal com a rejeição – seja na paquera, no trabalho, na relação pessoal ou familiar. O que está por trás desse sentimento? Você já avaliou o que sente e como reage nesses momentos?

Precisamos retroceder alguns mil anos, em um tempo onde nossos ancestrais viviam em pequenas tribos, para entendermos essa necessidade social.

Uma tribo significava comida e proteção numa época em que nenhuma dessas coisas era fácil de conseguir. Assim¸ quase nada no mundo era tão importante quanto ser aceito, especialmente por aqueles em posição de autoridade. Adequar-se àqueles que estavam ao seu lado e agradar àqueles que estavam acima dele significava a permanência na tribo.

De lá pra cá, a civilização mudou dramaticamente, mas nossa biologia evolucionária parece não ter seguido o mesmo ritmo. É incrível a quantidade de humanos modernos que encontro por aí repletos de características infelizes num estilo tribal de sobrevivência social que parece não fazer o menor sentido. Há uma frase alcunhada a Will Smith que talvez resuma bem o que quero dizer: 

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Quando não são aceitas, algumas pessoas sentem-se imaturas e inseguras para seguir seus planos; outras abrem mão da tentativa de influenciar o outro e provocar qualquer mudança, e ainda existem aqueles que usam sua energia para conquistar a aceitação sem medir esforços e extrapolando seus próprios limites. O furacão de medo que sentimos com a reprovação social é o que faz você se sentir esquisito a respeito da ideia de ir ao cinema ou a um restaurante sozinho; é o que faz você desistir da carreira que ama em favor de uma carreira mais lucrativa e de que você apenas gosta (ou até mesmo, detesta!); é o que faz você se casar precocemente com alguém que você não está amando.

Com tantos pensamentos e energia dedicados às necessidades de aceitação, negligenciamos o que deveria estar no centro de tudo – nossa voz e desejos mais autênticos. Quem não aceita que uma pessoa possa não gostar dela demonstra uma necessidade de controlar quase tudo, inclusive a opinião dos outros, perde a espontaneidade e pode viver à sombra de ações apenas copiadas dos outros. Se a ideia era agradar, nem isso acontece.

Para contornar essa situação, o mais adequado é analisar as relações em que você se envolve, entender de que forma pode fazer o seu melhor e caso faça algo que desagrade a outra pessoa, avaliar se poderia agir diferente. Tenha em mente que você deve fazer a sua parte e somente isso. O outro tem a responsabilidade de igual obrigação de fazer a parte dele. Faça a sua. De resto, não há nada a se fazer. Pense sobre igualdade de reciprocidade. Não dê migalhas, mas também não as aceite de ninguém. Só as formigas vivem assim!

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