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20 jan 2012

EMPATIA E COMUNICAÇÃO

1 Comment Ambiente de Trabalho, Gestão de Pessoas, Relacionamento Interpessoal, Relações Humanas, Trabalho em Equipe

Vários acontecimentos dos últimos dias têm me feito refletir demais sobre o comportamento e as relações entre as pessoas. É claro, que tais reflexões inevitavelmente viriam para o Lounge Empreendedor… Você saberia me dizer como mensurar o real valor de um gesto, uma atitude, de uma palavra, de uma escrita ou de um olhar? Será que existiria uma maneira para captarmos, desprovidos de interesses próprios, o verdadeiro sentimento das expressões que emanam de quem se comunica conosco?

Ah… o universo das relações humanas! Quantas incógnitas permeiam nossa busca para uma real interpretação das mais variadas formas de interlocução inter (e intra) pessoais.
Mesmo como únicos seres vivos racionais, falhamos muito nos processos comunicação. Ousaria dizer que beiramos a irracionalidade. Esta competência que deveria simbolizar o caminho mais estreito, mais prático e mais verdadeiro para troca de experiências, idéias, sentimentos e informações; por vezes, demonstra ser o mais complexo e incompleto elo entre as pessoas.
Pela comunicação pessoal podemos integrar corpo e mente, as sensações, as emoções, a razão, a intuição. Podemos perceber, sentir, entender, compreender, agir dentro da nossa forma de estar no mundo, integrando a nossa história pessoal, nossas qualidades e defeitos, nossas características, dentro do ritmo que nos é possível. Mas, o possível não nos autoriza a julgar, extrapolar, invadir…
Em certo momento da minha carreira, me deparei com uma daquelas que entendo estar entre as melhores definições para comunicação: “A comunicação ideal não é a forma como melhor nos expressamos, mas sim a forma que possibilitamos ao nosso interlocutor melhor nos compreender”. Bons processos de comunicação passam pelo entendimento da empatia! Devemos imergir em nós mesmos a fim de equilibrarmos nossas contradições, comunicar-nos entre o nosso universo visível e invisível, organizado e desorganizado, entre o que controlamos e o que se nos escapa para, então, dialogarmos com o outro com empatia. Essa é a essência da compreensão nos processos de comunicação.
Carl G. Jung, psiquiatra suíço (ops! eu achava que ele fosse alemão!) e fundador da psicologia analítica, psicoterapeuta alemão, preconizava: “Empatia é um estado de identificação profundo de personalidades. É a habilidade de se usar a linguagem da outra pessoa”. Pelo entendimento desta linguagem vamos criando junto àqueles que nos ouvem novas realidades, vamos modificando nossa forma de ver e a deles, percebemos melhor novos ângulos de um mesmo assunto, modificamos algum aspecto de nosso próprio mundo. Podemos criar um novo produto, um novo enfoque intelectual, um novo mercado, uma nova relação afetiva, um novo ideal. Modificamo-nos pessoalmente e modificamos os outros.
Será que a comunicação não deveria objetivar esta harmonia? A comunicação poderia ser sempre a busca da verdade e do entendimento da outra parte, não apenas a sua própria.
Se conseguirmos desenvolver processos de comunicação autênticos, aprenderemos mais, evoluiremos mais, ampliaremos nossos horizontes emocionais e intelectuais de forma poderosa. Se predominarem em nós, processos de comunicação inautênticos, cresceremos cada vez menos, perderemos a confiança nos outros e principalmente em nós mesmos, aumentando o abismo e fragmentação desta sociedade pós-moderna cujas manifestações aparentes podem induzir ao niilismo e ao desespero.
Porém, há algo que é indubitável. Nada é mais verdadeiro que um gesto sincero, uma atitude transparente, um olhar firme, nos olhos. Talvez, esta forma de expressão possa levar-nos a uma inquestionável comunicação, apontando nosso verdadeiro Eu. Não somos perfeitos, não devemos transparecer isto.
Devemos, sim, buscar o aperfeiçoamento de nossos hábitos e atitudes na direção daquilo que entendemos ser crucial para nossa felicidade.
Ser autêntico não significa ser perfeito, quanto menos um modelo. E, sim, verdadeiro. Com nossas próprias limitações, fragilidades e alicerces de nossas verdades. Só entendendo aquilo que vai em nós encontraremos as respostas para mensurar o valor de um gesto ou para captar o sentimento daqueles que se relacionam conosco. Comunicar-se é olhar além do espelho, é olhar para si e enxergar o outro.
Visite o Lounge Empreendedor e deixe sua opinião sobre o conteúdo deste texto.
Te espero por lá…
16 jun 2017

FAÇA O QUE NÃO AMA

No Comments Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Carreira, Coaching, Comportamento, Cooperação, Cotidiano, Empatia, Inteligência Emocional, Liderança, Relações Humanas, Sucesso

Encarar os desafios e os medos não é fácil, mas, com algumas atitudes, é possível crescer e ir além do que você imagina.

Em geral, escrevo no Lounge Empreendedor sobre temas que possam ajudar meus clientes ou as pessoas que não podem se relacionar diretamente comigo na compreensão dos seus caminhos como empreendedores ou gestores. Desta vez, gostaria de me dirigir a eles diretamente, mas também a todos os que sofrem com as dinâmicas da adultescência, ou seja, o empreendimento de se tornar adulto após os 20 anos de idade. E faço isso, talvez pelo fato de ter tido inúmeras conversas recentes sobre o assunto com o meu filho, exatamente nessa fase… 

Quando chegam à vida adulta, muita gente advoga aos jovens pelo "faça aquilo que você ama"; e isso se tornou natural. Vivemos uma época de exaltação do individualismo (para não dizer egocentrismo) a despeito de nossos problemas, em sua maioria, se originarem de uma falta de senso de comunidade que tem reduzido nossa capacidade de empatia e solidariedade. Tudo é transitório e nos encontramos fundamentalmente sozinhos no mundo. Assim, o melhor mesmo é descobrir o que amamos, ir lá, fazer e pronto… Ao priorizarmos o nosso desenvolvimento, ainda que em detrimento dos outros, das empresas, das famílias e comunidades, parece que estamos isentos de pagar o preço de uma conta maior.

Será mesmo? 

Precisamos resgatar alguns dados de realidade que contradizem esse discurso. Vivemos nossa humanidade subjugados pela noção de escassez, pela qual a valoração do que apreciamos e a satisfação dos nossos desejos se relaciona com a frequência com que nos satisfazemos. Temos a percepção de que os recursos são limitados, indisponíveis ou de difícil obtenção. Neste mundo, é mais fácil vivermos juntos e articularmos desejos do que buscarmos sozinhos pelo prazer. Mas, em algum momento, nos contaram que essa tal de escassez não existia.

Parece-me que os jovens gostaram dessa ideia. E quem não gostaria? É bom pensar que não precisamos racionalizar nosso tempo, energia e outros recursos. É bom pensar que podemos fazer apenas o que gostamos e que seremos cada vez melhores fazendo apenas isso. Em outras palavras, é bom permanecer na zona de conforto, não é mesmo?

Mas não é o que esse mesmo jovem diz… O belo discurso institucional diz bom é aquele que busca desafios, que quer sair da zona de conforto, que busca aventura, que espera desenvolvimento e oportunidades para crescer. Oras… Espere aí. Se é isso que você quer, pequeno gafanhoto, preciso lhe contar uma coisa: VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR FAZENDO APENAS O QUE VOCÊ AMA PARA CRESCER. Você precisa necessariamente se debater com assuntos dos quais não gosta, desempenhar atividades que não são atraentes e ter sucesso em entregar resultados que você jamais imaginou. E pior: que foram difíceis de ser entregues. 

Talvez você não perceba no início, mas ficará claro que isso demandará que você peça ajuda, busque estudos, conheça novas pessoas e desenvolva habilidades. Você será testado, receberá duros feedbacks, precisará repensar, planejar, adaptar o discurso e refazer alguns dos seus trabalhos. Conquistará aliados por um lado, e aprenderá de quem não gosta também. Saberá mais de si.

E, no final do percurso, tenho segurança de que você terá crescido. E que saberá disso. E mais: terá aprendido que se você quiser crescer, precisará fazer o que não ama. E se você já saiu da sua adultescência, mas continua nessa busca, que tal perceber que assumir riscos e ousar é inevitável para atingir posições mais elevadas? E que seu sucesso só virá quando assumir a capacidade e a determinação de sair de sua zona de conforto e ampliar os seus limites constantemente? 

12 ago 2015

FERRAMENTAS ESSENCIAIS E GRATUITAS

No Comments Administração e Gestão, Aprendizagem, Economia Digital, Empreendedorismo, Gestão do Tempo, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo

Pouco tempo livre e desafios de sobra? Confira estas ferramentas!

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Sabemos que você já leu muito sobre gestão de negócios, mas às vezes faltam aquelas instruções mais práticas, que vão te ajudar a transformar o que você aprendeu em ações no dia-a-dia na empresa. Por isso, resolvi trazer para o Lounge Empreendedor a dica sobre 10 materiais que a Endeavor separou para empreendedores que precisam ir direto ao ponto. Afinal, sempre ouço aquela velha pergunta: como eu aplico esse conceito para alavancar meus resultados?

Faça o download gratuito e comece a usar hoje mesmo!

1) Matriz de gestão de tempo para quem sente que 24 horas é pouco

Se você ainda é responsável por boa parte das atividades da sua empresa, das finanças à gestão de pessoas, essa matriz é feita pra você.

2) 5W2H: um plano de ação para quem quer colocar a mão na massa

Estar preparado para executar um novo projeto é tão simples quanto responder a essas 7 perguntas. Comece agora!

3) Guia de Definição de metas para PMEs

Toda empresa precisa ter metas para continuar crescendo. Se você já sabe aonde quer chegar, as metas seguem a linha de resultados que te leva até lá.

4) 8 passos para quem quer vender mais do que um produto

A ferramenta “Job to Be Done” te ajuda a enxergar seu produto como experiência de consumo e a transformar a noção de preço em valor.

5) Design Thinking para quem quer criar um negócio inovador

Siga essas quatro etapas e avance na construção de uma experiência de consumo desejada pelos seus futuros consumidores.

6) Mapa de Empatia para quem quer conhecer melhor seu público

Entender as verdadeiras necessidades e aspirações dos seus futuros consumidores é metade do caminho para criar algo relevante e desejável. Pegue esse atalho!

7) 10 Passos para Captar Clientes de Grande Porte
Direcionar seus esforços de captação aos clientes que mais vão te trazer retorno pode ser a melhor estratégia para empresas com um time de vendas reduzido.

8) Matriz BCG para quem quer apostar nos produtos que dão certo

Vaca-leiteira, estrela, abacaxi ou um grande ponto de interrogação. Classificar sua oferta de produtos com esses quadrantes vai te ajudar a melhorar suas apostas.

9) AIDALA para quem quer criar uma campanha de Marketing sem igual

Da conquista à fidelização, aprenda como criar uma estratégia consistente em cada etapa do seu planejamento de Marketing.

10) Técnica de 5S para quem sempre deixa a arrumação para depois

Seja em um escritório ou na garagem da sua casa, descubra como melhorar a organização do ambiente da sua empresa para aumentar a produtividade do time.

Fonte: Portal Endeavor 

02 mai 2015

TRABALHO INVISÍVEL

No Comments Ambiente de Trabalho, Carreira, Comportamento, Cotidiano, Qualidade de Vida, Viva Positivamente

No seu cotidiano, você vê o gari, o porteiro ou cobrador do ônibus? A pergunta pode parecer óbvia e alguns inclusive dirão: “mas é claro!”. Mas será que de fato é assim?

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São várias as pesquisas de mestrado, ou até programas de televisão, que trocam as pessoas de posições para perceber o quanto algumas categorias são ignoradas e se mantém restritas aos seus próprios círculos revelando uma clara exclusão ligada à divisão social do trabalho.

Quer por preconceito, quer por indiferença, essa invisibilidade é real. Ontem, em pleno Dia do Trabalho, resolvi observá-la em vários lugares por onde passei. Sim! As pessoas esquecem o bom dia ao porteiro e/ou não falam obrigado ao gari ou ao segurança que cuida de seus carros. E amplio um pouco mais: não apenas eles, mas uma gama imensa de operários, jardineiros, seguranças e outros trabalhadores vivem a exclusão e invisibilidade consentida que estão por traz de formas menores de preconceitos.

Muitos veem como seus iguais apenas aqueles que possuem o mesmo colarinho. Todo e qualquer trabalhador que não cumpra tal parâmetro torna-se invisível. O mundo altamente compartimentado e segmentado criou nichos e formas de organização que emperram o funcionamento de uma complexa engrenagem chamada "relação humana".

lounge-empreendedor-foucaultComo afirmava Michel Foucault, a relação humana acaba sempre colocando como mediação formas de controle e poder como cargos, uniformes ou funções para justificar atuações, sejam elas políticas, sociais ou econômicas. Entretanto, um cumprimento e a atenção estendidos a quem quer que seja, além de denotar boa educação e consideração ao outro, aponta nosso universo de prioridades e hierarquias.

Afinal, somos nós que erigimos barreiras nas relações e acredito que lidar com o diferente é algo que começa em casa e os outros devem ser incluídos em nossa existência, postura e ações independente de quem sejam. É nossa responsabilidade colaborar para esse salto qualitativo de relação.

Tenho o hábito de cumprimentar seja qual for o trabalhador e em muitos casos, presencio a surpresa que ficam. Olham-me com um misto de surpresa e timidez (e alguns, até, um pouco de vergonha). Ensino meus filhos a fazer o mesmo e respeitar todos que prestam um serviço fundamental para que tudo funcione bem: motoristas, senhoras do café e limpeza, porteiros, pessoas da manutenção, entre tantos. Tal qual faço com os gerentes, diretores, presidentes, políticos. Todos recebem de mim o mesmo cumprimento e sorriso (posso garantir!).

Precisamos viver sob um ponto de vista mais empático. Estimular a empatia e exercê-la cotidianamente nos tornará melhores e mais receptivos ao outro. Existe sempre uma dimensão humana que está para além da posição que se ocupa ou do cheque que se ostenta. Não são os colarinhos que fazem as pessoas, mas a alma que as torna indivíduos que contribuem de todas as formas às nossas vidas.​ Só assim o trabalho realmente dignificará o homem!

01 nov 2014

HONESTIDADE EMOCIONAL

No Comments Aprendizagem, Capital Humano, Comportamento Empreendedor, Gestão de Pessoas, Inteligência Emocional, Liderança, Qualidade de Vida, Relacionamento Interpessoal, Viva Positivamente

Seja sempre algo que você ama e entende. Esqueça o resto, pois tudo o que você preciso está em si mesmo! Todo o resto é ilusão. 

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Um dos principa​is fatores que diferencia os relacionamentos extremamente significativos daqueles meramente bons é a profundidade da intimidade emocional que construímos. É claro que existem outros fatores: autenticidade, vulnerabilidade, entrega e quiçá, um pouco de coragem!

Coragem para enfrentar o exercício constante do equilíbrio entre a razão e com a emoção – duas partes aparentemente antagônicas de nós que quando conhecidas e bem geridas se completam elevando nossa sabedoria e crescimento.

Ao sermos confrontados com as nossas emoções, precisamos aprender a senti-las e a perceber o que elas nos transmitem, o que nos dizem acerca das nossas vontades, necessidades, valores, medos… No fundo, o que nos dizem acerca de nós e da nossa relação com os outros. Negá-las ou reprimi-las pode conduzir-nos a um sem número de caminhos confusos, desonestos e superficiais.

Ser emocionalmente honesto significa expressar sentimentos verdadeiros e desenvolver o que no mundo de negócios tem feito toda a diferença: a inteligência emocional. É a nossa inteligência emocional (autocontrole, empatia, motivação, consciência, habilidades interpessoais) combinada com a capacidade de identificar com precisão os nossos sentimentos, que nos permite ser emocionalmente honestos.

Ao fazermos isso conosco, ampliamos nosso autoconhecimento e damos um passo no caminho da auto aceitação e de escolhas mais acertadas frente aos nossos próprios desejos e metas. Quando nossa atitude é emocionalmente honesta com os outros, certamente aumentamos a probabilidade de nossos filhos, cônjuges, chefes ou amigos nos espelharem.

O grande problema é que a maioria das pessoas acredita que os outros não vão tolerar sua honestidade, e assim preferem viver as aparências e a superficialidade, alegando que desta forma não ferem ninguém, racionalizam a falsidade em nobreza e contentam-se com relacionamentos rasos.

Se você quer uma vida próspera ao invés de uma vida insalubre e sem significado, prepare-se a enfrentar alguns de seus medos e talvez, não ser aceito por todas as pessoas. “Jogar pelo seguro” e esconder seus reais sentimentos é uma forma de sabotagem e manipulação que realizamos num esforço para controlar as respostas que receberemos dos outros, na esperança de ganhar sua aprovação ou minimizar as chances deles sentirem-se magoados, irritados, ou descontentes conosco.

As melhores relações não são as que têm poucos conflitos, mas sim aquelas que estão dispostas a agir de forma honesta e sensível. Com este tipo de atitude, promovemos e desenvolvemos as habilidades de comunicação e aprendemos a lidar respeitosamente com as diferenças. Como diria Daniel Goleman, só assim seremos “emocionalmente inteligentes”.

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