10 jul 2015

HOMEM FORMIGA

No Comments Coaching, Comportamento, Confiança, Cotidiano, Inteligência Emocional, Protagonismo, Viva Positivamente

Calma! Isso não é mais uma crítica ao Universo Marvel nos cinemas, mas um texto sobre o que não deveríamos copiar das pequeninas formigas! 

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Os seres humanos compartilham de uma insanidade coletiva presente em todas as culturas ao redor do planeta: uma obsessão irracional e contraprodutiva sobre o que os outros pensam de nós – um anseio social por aprovação e admiração associado a um medo paralisante de ser desaprovado. Por mais que saibamos que não podemos agradar a todos, nos sentimos mal com a rejeição – seja na paquera, no trabalho, na relação pessoal ou familiar. O que está por trás desse sentimento? Você já avaliou o que sente e como reage nesses momentos?

Precisamos retroceder alguns mil anos, em um tempo onde nossos ancestrais viviam em pequenas tribos, para entendermos essa necessidade social.

Uma tribo significava comida e proteção numa época em que nenhuma dessas coisas era fácil de conseguir. Assim¸ quase nada no mundo era tão importante quanto ser aceito, especialmente por aqueles em posição de autoridade. Adequar-se àqueles que estavam ao seu lado e agradar àqueles que estavam acima dele significava a permanência na tribo.

De lá pra cá, a civilização mudou dramaticamente, mas nossa biologia evolucionária parece não ter seguido o mesmo ritmo. É incrível a quantidade de humanos modernos que encontro por aí repletos de características infelizes num estilo tribal de sobrevivência social que parece não fazer o menor sentido. Há uma frase alcunhada a Will Smith que talvez resuma bem o que quero dizer: 

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Quando não são aceitas, algumas pessoas sentem-se imaturas e inseguras para seguir seus planos; outras abrem mão da tentativa de influenciar o outro e provocar qualquer mudança, e ainda existem aqueles que usam sua energia para conquistar a aceitação sem medir esforços e extrapolando seus próprios limites. O furacão de medo que sentimos com a reprovação social é o que faz você se sentir esquisito a respeito da ideia de ir ao cinema ou a um restaurante sozinho; é o que faz você desistir da carreira que ama em favor de uma carreira mais lucrativa e de que você apenas gosta (ou até mesmo, detesta!); é o que faz você se casar precocemente com alguém que você não está amando.

Com tantos pensamentos e energia dedicados às necessidades de aceitação, negligenciamos o que deveria estar no centro de tudo – nossa voz e desejos mais autênticos. Quem não aceita que uma pessoa possa não gostar dela demonstra uma necessidade de controlar quase tudo, inclusive a opinião dos outros, perde a espontaneidade e pode viver à sombra de ações apenas copiadas dos outros. Se a ideia era agradar, nem isso acontece.

Para contornar essa situação, o mais adequado é analisar as relações em que você se envolve, entender de que forma pode fazer o seu melhor e caso faça algo que desagrade a outra pessoa, avaliar se poderia agir diferente. Tenha em mente que você deve fazer a sua parte e somente isso. O outro tem a responsabilidade de igual obrigação de fazer a parte dele. Faça a sua. De resto, não há nada a se fazer. Pense sobre igualdade de reciprocidade. Não dê migalhas, mas também não as aceite de ninguém. Só as formigas vivem assim!

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