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23 set 2014

O PERIGO DA VAIDADE

No Comments Coaching, Comportamento, Liderança, Relações Humanas, Valores, Viva Positivamente

A vaidade está nas ruas, na mídia, no trabalho, nas atualizações de status nas redes sociais, nas fotos, nas famílias, nas relações amorosas…

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A vaidade é o pano de fundo do nosso cotidiano. Olhe à sua volta. Se você ainda não leu “O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde recomendo que faça a leitura e entenda sobre o lado mais obscuro da vaidade e sobre como podemos ser levados à completa decadência por ceder aos seus caprichos. O livro fala de um jovem e belo rapaz que perde sua inocência e valores seduzido pelo impacto que sua aparência lhe causa frente à perfeição impossível, as convenções dispensáveis e a mortalidade inevitável.

Ao proclamar-se um Deus, Dorian acredita que poderia cometer os atos mais terríveis sem manchar sua aparência e até mesmo quando quer mudar o rumo da sua vida ou ajudar alguém, fazia isso por egoísmo e sem o real interesse pelo bem estar alheio. Resultado? Oras, leiam o livro!

Vivemos em uma sociedade onde somos estimulados desde cedo a alcançar posições de destaque e sermos belos e poderosos. Quando moderada, a vaidade pode servir de motivação para uma condição melhor, mas quando nos deixamos seduzir por ela, corremos o risco de perder o senso sobre a realidade e nos fecharmos para novos aprendizados e para os argumentos alheios. Queremos ganhar qualquer discussão, não pela razão, mas pela sensação de poder que a última palavra nos dá.

O vaidoso perde o discernimento para perceber que não é tão virtuoso quanto imagina. É incapaz de admitir seus erros, menospreza o mal que causa com suas atitudes e tem dificuldades em aceitar quando discordam se sua opinião. Para ele, tudo em sua própria vida é mais valoroso e é difícil aceitar que qualquer outra pessoa possa conquistar algo senão através de sua ajuda, afinal considera absurdo que pessoas “inferiores” a ele alcancem o sucesso.

Nesta busca cada vez maior pela admiração, o vaidoso perde o bom senso, afunda-se em futilidades e esquece que para seguir adiante é preciso ser também humano.  Uma pessoa vaidosa demais tem uma imagem ilusória de si mesma e das relações; prefere a falsidade de ser cercado por aparências do que a solidão da verdade.

Mas, não a saia por aí apontando o dedo ao seu filho, marido ou chefe. Somos, de fato, todos vaidosos! O limite está em mantermos sempre os pés no chão e a consciência do nosso real valor. Questione-se: será que minhas atitudes são naturais, construtivas e tem o propósito real de contribuir para um algo relevante ou são apenas uma forma de ser admirado ou “respeitado”?

Se chegar à segunda conclusão é hora de tomar as rédeas, ser mais humilde, enxergar a real importância das pessoas, aprender com os erros e domar sua vaidade.  Lembre-se que “o que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida” (Oscar Wilde).

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