09 set 2014

COMPETÊNCIA DIVINA

No Comments Administração e Gestão, Aprendizagem, Carreira, Coaching, Competências, Comportamento Empreendedor, Gestão de Pessoas, Liderança

Pensar o que ninguém pensou, andar por onde ninguém andou, fazer o que ninguém fez, enfrentar o que ainda não foi enfrentado. O que é competência pra você?

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Nunca ouvi tanto a palavra "competência" como nos últimos dias. Resultados, capacitação e remuneração são alguns dos temas mais presentes nos palcos corporativos quando o assunto é competência. Acho até engraçado como competência virou vocábulo obrigatório. Vários conceitos e equações nos explicam à exaustão o que é competência e como atingi-la, mas é comum que se cometa um delito elementar: o erro de focar a competência apenas no profissional, esquecendo que para ser competente de verdade é preciso ser, também, gente de verdade!

Nenhum conhecimento sobrevive à falta de educação, falta de vontade ou falta de atitude. Precisamos relacionar competência com comprometimento e, talvez, com uma das mais questões relevantes: a de compartilhar crenças.

Acreditar é o primeiro passo para realizar. A crença é pré-requisito da competência. Desejar que um colaborador execute adequadamente suas tarefas, e que seja criativo e empreendedor, começa pelo comprometimento do mesmo, o que, por sua vez deriva da admiração, do respeito e da confiança, e isso significa acreditar na empresa, em seus projetos e em seus valores.

João Ubaldo Ribeiro, em seu conto que tem o título curioso de "O santo que não acreditava em Deus", conta uma estória surrealista, em que Deus é apresentado como um CEO cansado e precisando de férias. Para descansar, ele precisa deixar um santo (um executivo) em seu lugar, tomando conta do mundo. Ah! Mas como isso é difícil…

O diálogo travado entre os dois é hilário, pois, ao se apresentar em sua verdadeira identidade, o todo poderoso acaba recebendo a informação de que o santo simplesmente não acreditava em Deus. Sua competência como executivo devia-se à suas convicções humanitárias e não divinas. Nas empresas, um profissional pode ser competente por convicções e conhecimentos técnicos, mas, se não aliar seus conhecimentos às convicções derivadas dos valores da empresa, não conseguirá dar o seu melhor.

Cultura empresarial não é um conjunto de frases de efeito em quadrinhos que enfeitam as paredes dos gabinetes das gerências. É um valor intangível que tem de estar na mente e no coração de todos os colaboradores.

Os competentes gostam de saber a que causa estão servindo. A desinformação gera descrença, que se transforma em acomodação, e então toda competência pessoal é desperdiçada. Qualquer bom profissional que não acredite em um projeto não conseguirá ser realmente competente.

Se você ficou curioso: no conto do João Ubaldo, Deus desiste de usar o santo em seus projetos e ele perde a oportunidade de ser promovido mesmo sendo muito competente. E isso tudo por não acreditar na empresa.

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