15 fev 2014

O SIMPLES NÃO É FÁCIL

No Comments Administração e Gestão, Aprendizagem, Coaching, Competências, Competitividade, Comportamento, Comportamento Empreendedor, Inteligência Competetitiva, Inteligência Emocional, Liderança, Mercado

Todo mundo quer coisas simples de usar, mas o termo “simplicidade” pode ser muito abrangente (e complexo!).

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"O simples pode ser mais difícil que o complexo. Você tem que trabalhar duro para tornar as coisas simples. Mas no final das contas vale pena, pois uma vez que você chega lá, você pode mover montanhas". A frase de Steve Jobs é, no mínimo, encantadora! Ao contrário do que parece, ou do que a própria palavra inspira, fazer o simples não é fácil. Alcançar a simplicidade é algo realmente complicado! Duvida?

Pense na quantidade de coisas na vida que são simples e fáceis de entender, mas difíceis de praticar. Eliminar um vício. Manter uma boa alimentação. Praticar exercícios físicos. Tudo teoricamente simples, mas cuja execução requer entendimento, preparo e dedicação. Imagine um indivíduo atravessando um cabo de aço entre um prédio e outro: é simples. Basta colocar um pé na frente do outro, mas não é fácil.

Simplicidade e facilidade são palavras que se confundem e quando aplicadas ao mercado de trabalho podem ser muito perigosas. Simplificar não significa empobrecer. Como disse Da Vinci, "a sofisticação está no simples".

E para encontrar tal simplicidade é preciso descobrir qual é "a sua diferença que faz a diferença". Talvez seja em um projeto de anos, ou em uma proposta de novo negócio, buscar a diferença que faz a diferença é o elemento fundamental da simplificação da vida sem torná-la sem sentido. 

Ser simples implica em desvestir coisas que nos acostumamos a vestir – e não estou falando de roupas velhas, mas de hábitos, costumes e crenças – e reduzir as cobranças sobre aquilo que ainda não conseguimos fazer. Sugere reconhecer que é possível fazer bem as coisas com aquilo que temos em mãos e em fazer bom uso do que dispomos. Isso parece um pouco clichê, mas é um aprendizado que custamos a entender. Além disso, é preciso estar disposto a errar. Quem para de errar, para também de aprender. Só depois de errar muito é que você aprende que vai continuar errando, errando, errando. E isso é ótimo. Não se envergonhe; aprenda!

Quando queremos melhorar e aprender, aprimoramos o nosso próprio eu. Mas essa busca por referências não pode, e nem deve, se transformar num espelho para repetições, onde a referência torna-se uma cópia, quase sempre mal feita. Cópias não são simples, mas simplórias repetições do que a falta de originalidade não é capaz de manter. Orgulhe-se de ser exatamente quem você é. 

As referências são importantíssimas para criar uma cultura, uma base, mas é fundamental também adquirimos a competência de nos desconstruirmos de tudo e ter a mente vazia e aberta. A forma de se utilizar alguma coisa tem inúmeras facetas. Depende da hora, dia, local, cultura, temperamento e por aí vai. Isso por que nunca teremos as mesmas condições que outras pessoas tiveram para fazer um trabalho, alguma coisa sempre estará diferente, portanto ter a cabeça livre para que ideias novas possam entrar é essencial.

Por fim, cito Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo". É somente através do autoconhecimento que você realmente conhecerá o que gosta, a melhor maneira de fazer as coisas, o que te torna diferente dos demais e como alcançar a tal simplicidade. Desejo que você encontre um caminho simples para a realização e a felicidade. Eu sigo em busca!

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