16 nov 2013

PROCLAMAMOS O QUÊ?

No Comments Cidadania, Comportamento, Cotidiano, Datas Especiais, Democracia, Otimismo, Protagonismo, Sociedade e Política

Só mais um feriado? 15 de novembro é um dia para refletirmos sobre o que a República realmente significa ao Brasil

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Ontem foi o dia da Proclamação da República. A comemoração de um dia em que, em 1889, foi derrubada a Monarquia no Brasil e instaurada a República com o sonho da transformação de um poder absoluto para a liberdade, pelo menos como conceito.

Inspirados na Terceira República Francesa (1870/1940) e nas ideias positivistas, o período nasceu em meio a um caldeirão de debates e ideias sobre o que seria uma República para um país de dimenções continentais, com uma população missigenada, em sua maioria analfabetos, e numa sociedade com cultura escravocrata arraigada em suas engranhas.

Ainda na primeira República, dizem que arrependido, Alberto Sales (irmão do Presidente Campos Sales) declarou em 1901: “…este regime é corrupto e despota”. Alberto Torres, governador do Rio de Janeiro (1897/1900), desencantado com o novo regime disse: “Este Estado não é uma nacionalidade; este país não é uma sociedade; esta gente não é um povo. Nossos homens não são cidadãos”.

Sinceramente, mais de 100 anos depois, me pergunto o que mudou…

São tantos escândalos, tanta impunidade e tanta corrupção impregnados em nosso DNA republicano que o sonho da liberdade transmutou-se em um longo pesadelo. Para onde foram os defensores da participação do povo no governo, a soberania, a liberdade do homem, o direito de ir e vir? Liberdade, igualdade e fraternidade? Talvez apenas na França… 

O Brasil conta com 39 ministérios no Governo Dilma para quê? Acomodar interesses politicos? Empregar apadrinhados? Quem está pensando o Brasil do Futuro?

Precisamos construir um plano de nação! Aquele que a maioria dos países conseguiram quando adotaram o regime Republicano e a Democracia, mas que no caso do Brasil, nem 100 anos foram capazes de consolidar. Pois é… Não temos um plano de nação. Temos um plano do partido A, B ou D, que pensam sempre no curto prazo e nas próximas eleições. A estrutura da República deve ser melhorada para coibir e punir a corrupção. Mesmo com a indignação que nos assola desde 1901, a cada dia conhecemos um novo escândalo. Entra governo, sai governo e as questões continuam as mesmas. Na época do Jânio Quadros a palavra de ordem era varrer a corrupção (lembro que cheguei a ter uma vassourinha); no período Collor a caça aos marajas (fui às ruas com a cara pintada gritar pelo impeachment) e agora a prisão (ou não) dos mensaleiros anunciada em pleno 15 de novembro. Será que somos um povo corrupto por natureza? Quando teremos forças para colocar um ponto final em toda essa história?

Se sonhamos com o aumento da competitividade da nossa economia e com a melhoria da qualidade de vida do nosso povo, é chegada a hora da proclamação de um novo pacto social, onde tenha prioridade o indivíduo, a família e a comunidade. Que possamos viver a verdadeira República: politica, fiscal, administrativa e, principalmente, socialmente forte e democrática.

 

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