01 jun 2013

A SÍNDROME DO SAPO FERVIDO

No Comments Administração e Gestão, Ambiente de Trabalho, Aprendizagem, Comportamento, Liderança, Mercado de Trabalho, Mudança, Resiliência, Resistência a Mudança

Quando o ritmo de mudança dentro da empresa é ultrapassado pelo ritmo fora dela, é preciso ficar atento. Já dizia Darwin, que "não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, é o que melhor se adapta à mudança".

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É inegável a velocidade e a intensidade das transformações sociais, políticas e econômicas em todo o mundo e, particularmente, no nosso Brasil, face à nova ordem política e econômica que envolve os arranjos para as eleições de 2014, os megaeventos e todo o contexto que isso envolve. É fácil, para o leitor, concordar com esta colocação ainda que seja um simples observador deste nosso cenário. Mas o que tem sido feito, pelas suas empresas, para acompanhar estas mudanças turbulentas? Que respostas têm sido dadas às pressões do ambiente externo? Estamos mudando a organização, sistemas de informação, sistema de trabalho e, principalmente o comportamento das pessoas para enfrentar e vender este desafio do mundo globalizado da competitividade, de funcionários mais maduros e conscientes?

É aqui que entra a Síndrome do “Sapo Fervido”, que li num artigo de Charley Gill. (Talvez alguns leitores do Lounge Empreendedor também conheçam essa história…)  Vários estudos biológicos provam que um sapo colocado num recipiente, com água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que a água se aquece até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças do ambiente) e morre quando a água ferve. Inchadinho e feliz! Por outro lado, outro sapo que seja jogado neste recipiente já com água fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!

Alguns de nossos empresários e executivos têm um comportamento similar ao do “Sapo Fervido”. Não percebem as mudanças, acham que tudo vai bem, que vai passar, que é só dar um tempo. E “quebram”, “morrendo” inchadinhos e felizes, sem dar conta das mudanças. Outros, graças a Deus, ao serem confrontados com as transformações, pulam, saltam e acatam a nova situação realizando as mudanças necessárias à sua sobrevivência no novo contexto. Não esperam para ver o que vai acontecer…

lounge-empreendedor-sindrome-do-sapo-fervidoMas, como tenho visto sapos fervidos por aí… Prestes a morrer, boiando estáveis e impávidos na água que se aquece a cada minuto. Sapos fervidos que não perceberam que o conceito de administrar mudou. O antigo “administrar é obter resultados através das pessoas” foi gradualmente substituído por “administrar é fazer as pessoas crescerem através do seu trabalho, atingindo os objetivos da empresa e satisfazendo suas próprias necessidades”.

Os Sapos Fervidos não perceberam também que seus gerentes, além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam ser eficazes (fazer as coisas certas). E que, para isso, o clima interno tem que ser favorável ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação adulta. O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva, que é a essência da eficácia, como resposta. Tomar as ações coletivas exige, fundamentalmente, muita competência interpessoal para o desenvolvimento e o espírito de equipe; exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir. Os Sapos Fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é a obediência e não a competência; que, manda quem pode e obedece quem tem juízo, “boiarão” no mundo da produtividade, da qualidade e do livre mercado.

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