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20 abr 2013

LIMPEZA, ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE

No Comments Aprendizagem, Comportamento, Consumo, Cotidiano, Economia Criativa, Evento, Inovação, Marketing, Meio Ambiente, Proposta de Valor, Sustentabilidade

Vida de empreendedor iniciante não é fácil: vender, cuidar das finanças, das pessoas, da qualidade, comprar, negociar, atender os clientes, preparar um cafezinho e muitas vezes, dar aquela faxina no estabelecimento no final do dia. Vamos ver se o post de hoje facilita sua vida.

 

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Nesta última quarta feira, aconteceu em São Paulo o lançamento de dois novos produtos da Unilever que chegam para diminuir a dificuldade e o tempo com a limpeza – Vim Cloro Gel e Cif Cremoso Limpeza Profunda . O Lounge Empreendedor esteve lá para entender de que forma isso poderia facilitar a vida de vocês – e confesso que a minha também, afinal depois que eu soube que as brasileiras gastam cerca de 10 anos nos cuidados com a limpeza, eu quase #morri.

lounge-empreendedor-limpeza-economia-sustentabilidade-vimA apresentação foi muito além de uma estratégia de marketing bem elaborada por uma grande empresa. Com bastante originalidade e bom humor, eles souberam apresentar a jornalistas, blogueiros e clientes um jeito interessante de lançar um novo produto no mercado. (Sempre que vou a eventos fico pensando no quanto vocês – donos de pequenas empresas – podem adaptar as estratégias das grandes empresas no dia a dia de seus negócios)

Para eles, o lançamento desta linha de produtos está baseado na educação dos consumidores, na proposição de um maior valor agregado e no compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade. Percebe que seja qual for o tamanho da sua empresa, você também pode ter clareza de propósitos e estratégias?

Com o foco nas consumidoras da maioria dos lares brasileiros (aquelas que se dedicam com a limpeza da casa em média 20 horas por semana e vão ficar 10 anos de suas vida limpando, limpando, limpando…), os limpadores têm a proposta de trazer praticidade e eficiência para o dia a dia de seus consumidores. Nada mal para você que, assim como as donas de casa, precisa cuidar da sua empresa e preocupar-se com a aparência, higiene e saúde de seu estabelecimento, pois além de transparecer qualidade ao cliente, a limpeza pode ser motivo de otimização de recursos, economia e de sustentabilidade. E, dependendo do setor, problemas com a vigilância sanitária.

As novas marcas de produtos de limpeza proporcionam facilidade de uso, menor esforço, maior eficiência e o fim dos “coquetéis de produtos de limpeza” que muita gente usa para dar conta da limpeza de vários ambientes (Vixe! Nessa hora, me vi com o balde, sabão em pó, água sanitária, desinfetante, álcool e mais alguma coisinha cheirosa na mão! Ou vocês acham que porque sou executiva não sei limpar um banheiro?!?). Sem contar a economia de tempo, um atributo que poucos temos sobrando nesse mundo maluco que vivemos.

Diante deste cenário, trazer inovações que ajudem a melhorar os atuais produtos oferecidos no mercado; e liberar nosso tempo para que possamos nos dedicar a outras atividades é uma estratégia mais do interessante.

Os produtos demonstram, ainda, uma grande preocupação com a sustentabilidade já que reduzem a quantidade de resíduos eliminados na água, oferecem em sua composição componentes químicos e mecânicos de limpeza e todos serão oferecidos em refis, reduzindo a utilização de plástico e embalagens (embora os brasileiros ainda não esteja habituados a esse tipo de consumo).

E já que a estratégia do lançamento dos produtos é atuar na educação dos consumidores, fomos presentados com dois deliciosos momentos: palestras de Marcelo Rosenbaum e do Dr Bactéria, ambos “deliciosamente” simpáticos e competentes misturando didática e bom humor em suas falas.

lounge-empreendedor-limpeza-economia-sustentabilidade-rosenbaumRosenbaum (um velho conhecido de eventos da época em que trabalhei no SEBRAE), mais uma vez me encantou. É incrível a paixão e o encantamento que ele tem pelo o que faz!

Depois de 7 anos à frente do Lar Doce Lar e conciliando a preocupação com a qualidade de vida e a geração de renda das famílias, ele reflete o próprio conceito de empreendedor e gerou a mesma oportunidade para diversas famílias em que trabalhou.

Para ele, é preciso olhar para as pessoas de um novo jeito. Não é porque uma casa é pequena que não pode ser bonita. Podemos organizar os espaços de forma que se facilite a manutenção e limpeza dos mesmos e onde as pessoas tenham um maior convívio social. Por isso, a democratização do design e da arquitetura é fundamental.

O design pode ser um catalisador de “redesenhos” sociais e de transformação do mundo. Quando se inclui o ser humano nesse processo ampliamos a visão de vida, de mundo e de possibilidades.

lounge-empreendedor-limpeza-economia-sustentabilida-rosenbaumAdorei quando ele abordou a questão da identidade local como elemento de resgate de autoestima e reconhecimento da memória cultural do nosso país ou das pequenas regiões por onde ele passou. Trabalho muito essa questão com empreendedores envolvidos com negócios criativos.

Muitos empreendedores, ainda,  acreditam que para crescer devem deixar a cultura local de lado e “internacionalizar” seus produtos e serviços, mas a verdade não é essa: cada vez mais precisamos de elementos que nos remetam a quem realmente somos.

Como ele mesmo diz: “Há a necessidade de uma nova ótica, de uma nova ética e de uma nova estética. O bonito é relativo, mas o bonito transforma!”

E o Rosenbaum, certamente já transformou muitas vidas por aí… Eu sempre adoro ouvi-lo!

Assim como adorei ouvir pessoalmente o Dr. Bactéria.

Quando recebi o convite, pensei que assistiria um quadro chato do Fantástico, mas o biomédico deu um show de bom humor. Começou falando sobre a dificuldade da mudança de hábitos nas pessoas (assunto que já tratamos aqui no Lounge Empreendedor quando conversamos sobre Gestão de Pessoas) e abordou vários outros mitos do dia-a-dia dos lares brasileiros. Um deles de que o banheiro é o lugar mais sujo da casa. RESPOSTA ERRADA!

O lugar mais sujo da casa e da sua empresa (se você oferece copa aos funcionários) é a cozinha! Aliás, existem objetos do nosso dia-a-dia bem mais sujos que o vaso sanitário, como o teclado do seu computador ou o seu aparelho celular.

E se quer saber mais, vamos lá:

  1. Ovos não podem ser guardados na porta da geladeira por causa da variação de temperatura;
  2. Vinagre, depois de aberto, precisa ser refrigerado e não embaixo da pia (Opa! Olha eu aí de novo… Já mudei aqui em casa!);
  3. Objetos de madeira (colheres, tábuas de corte, pregador para fechar pacote de biscoito, etc) devem ser eliminados da cozinha;
  4. Não podemos comer pizza que venha embalada em  caixa papelão (Mas, OI?!? Alguém já viu outra embalagem?);
  5. Pano de prato tem que ser lavado todos os dias e não ficar secando sobre a pia;
  6. Esponja de lavar louça deve ser trocada toda a semana;
  7. lounge-empreendedor-limpeza-economia-sustentabilidade-drbacteriaComidas não podem ficar mais de 2 horas sem refrigeração (nada de deixar esfriando para guardar na geladeira!);
  8. Comida estragada não faz mal à saúde, basta pensar no pão, iogurte, no salame ou (até) na cerveja – o que faz mal é comida vencida;
  9. Nem todas as bactérias alteram o sabor e o cheiro dos alimentos, então não dá pra arriscar.
  10. E pra terminar: descarga de banheiro só poder ser acionada com a tampa fechada, senão os germes se espalham até em sua escova de dentes (Eca!!!).

Depois dessa aula de higiene, eu tal pensar no que sua empresa pode melhorar e qual é a sua experiência de consumo com os atuais produtos que fazem a limpeza da empresa ou da sua casa. Lembre-se que quase sempre o barato sai caro!

 
20 abr 2013

PERGUNTAS E RESPOSTAS

No Comments Carreira, Coaching, Comportamento, Empregabilidade, Gestão de Pessoas, Liderança, Mercado de Trabalho, Recolocação Profissional, Relacionamento Interpessoal

Normalmente ouvimos que são as perguntas que movem o mundo e nos últimos dias descobri porque. Uma pergunta, na verdade, nunca é inconveniente. O que pode ser inconveniente é a resposta. Por isso, atenção!

 

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Essa semana, deparei-me com uma situação inesperada com um dos meus filhos. Sabe aquele momento em que você está tranquilamente sentado em frente à televisão e uma pergunta inesperada pega você de surpresa?

É claro que em família a situação logo se resolve. Olhei para ele, entendi o nível de maturidade de seus 7 anos de idade e respondi o suficiente para aquilo que ele desejava saber. Perfeito! Nos entendemos e a televisão continuou.

Entretanto, fiquei pensando em como conduzir o raciocínio para questões que possam acontecer no trabalho, com perguntas aparentemente simples, mas que podem ser o “pulo do gato” quando o assunto é uma promoção ou um novo emprego. O que você diria em perguntas como: “Quais são os seus pontos fracos? Onde você precisa melhorar? Quais suas lacunas técnicas? Ou, qual sua maior ambição na empresa, é estar no meu lugar?”.

Antes de tudo, lembre-se de que ninguém é perfeito! Portanto, admitir seus pontos fracos mostra que você é humano e pode até contar a seu favor, se você souber como responder a certas perguntas delicadas, assim como as do meu filho de 7 anos.

Eis algumas estratégias para responder a tais perguntas:

Comece entendendo o nível de entrega que tal pergunta merece. Talvez você não precise ir além do que seu interlocutor deseja saber. Fale sempre de maneira positiva e transforme um ponto fraco num potencial ponto forte. Como? Simples assim: “Às vezes por querer atingir a excelência, deixo de cumprir prazos estipulados.” Ou “Não admito erros nos outros e muito menos em mim; portanto, às vezes sou considerado muito exigente.” Obviamente, você está querendo dizer que não controla bem seu tempo ou que é perfeccionista demais, mas mostrando o benefício que isso pode trazer à empresa, seu aparente defeito pode ser percebido de maneira positiva.

Se a situação acontecer numa entrevista de emprego ou numa possível promoção, transforme uma falha ou falta no seu currículo em algo que você está corrigindo. “Como meu inglês falado não é muito fluente, matriculei-me num curso de línguas” ou “Senti que precisava aprofundar meus conhecimentos de planejamento estratégico e fiz um curso online nesta área.” Apenas não minta! Só use essa estratégia se você realmente pretende cumpri-la.

lounge-empreendedor-perguntas-e-respostasEvite a palavra negativa “não”. (Aliás, isso vale para todas as situações da sua vida). Se lhe perguntarem se você fala chinês, ao invés de uma óbvia resposta, “Não, eu não falo chinês”, seria melhor: “Caso seja necessário para a função, estou disposto a aprender esta língua”. Uma resposta assim mostra que você estaria aberto a considerar várias possibilidades e que é flexível o bastante para se manter aprendendo por maior que seja a sua função.

Agindo dessa forma, responda-me sinceramente, você mesmo não daria uma chance para estas pessoas? 

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