Archive for abril 10th, 2013

10 abr 2013

MULHERES BRILHANTES – A PESQUISA

2 Comments Ações Sociais, Carreira, Comportamento, Cotidiano, Empreendedorismo Feminino, Família, Mercado, Relacionamento, Relações Humanas

Quem é a nova mulher brasileira? O que ela deseja? Quais são suas características mais marcantes?  Uma pesquisa apresentada pela marca Brilhante  respondeu hoje algumas dessas perguntas.

 

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Há muito tempo não participava de um evento que me colocasse tanto no espelho quanto no dia de hoje. Quando recebi o convite da Samantha Shiarishi para acompanhar a apresentação da pesquisa da antropóloga Mirian Goldenberg não imaginei que, em aproximadamente 2 horas, tantas emoções, lembranças e verdades pudéssem vir à tona.

Comandado por Astrid Fontentelle, um "simples" bate-papo com mulheres comuns (suas histórias merecem um novo post) apresentou os anseios, desejos, sonhos e aspirações de uma nova mulher brasileira que é um pouco cada uma de nós. (Sim! Estou falando com as leitorAs do Lounge Empreendedor, mas o tema pode ajudar MUITO os homens a entender um pouco mais sobre nós que somos de Vênus).

Representações sobre homens e mulheres, corpo, beleza, atração sexual, casamento, infidelidade, sexualidade, independência… Poderíamos passar dias conversando sobre tudo aquilo que as pesquisas realizadas com mais de 3.000 mulheres trouxeram de reflexões e de possibilidades para que a Unilever idealizasse um novo posicionamento para a marca Brilhante contextualizando a roupa como um importante fator para essa nova mulher.

Mas, depois de tudo o que ouvi, quem dera a roupa fosse nossa única preocupação! 

Para entender melhor nosso contexto cultural, a mulher brasileira é aquela que vive uma cultura da soma, do e: queremos trabalhar E casar E ter filhos E ser magra E cuidar do próprio corpo E ser sexy, E, E, E… É quase uma "missão impossível" se considerarmos, ainda, a necessidade que nos impomos de ser perfeitas!

lounge-empreendedor-mulheres-brilhantesPrecisamos aprender a nos levar menos a sério, nos preocupar menos com a opinião dos outros para rir e nos divertirmos mais. 60% das mulheres pesquisadas responderam que gostariam de rir muito mais, acreditam?

Essas mulheres demonstram medo de parecerem vulgares, fúteis, superficiais e, por isso, têm grande preocupação em se comportar de forma mais séria e contida, como se isso garantisse um melhor posicionamento profissional ou pessoal.

Quando analisadas sob uma perspectiva de diferenças entre gerações, quanto mais jovem (na faixa dos 18 aos 30 anos), mais as mulheres colocam o foco no “outro”. Elas se preocupam com o corpo, a magreza, a sedução e, também, com a independência financeira e a realização profissional, mas para atender ao outro. Nesse momento, eu – bem quietinha na minha cadeira -, me coloquei a pensar: até quando nos preocuparemos com o outro e colocaremos um basta para ser efetivamente feliz?!?

Segundo a pesquisa, só depois dos 60 anos. Wow!!!! Sinceramente, não pretendo esperar até lá… Atribuir nosso valor ao olhar do outro traz infelicidade. Ser livre é cuidar de si, conhecer nosso valor, ser feliz!

O grande problema é que felicidade também é algo bastante confuso. Quando perguntadas sobre "o que faria você mais feliz?", 70% das entrevistadas deram respostas relacionadas a bens tangíveis: casa própria, filhos na faculdade, aumento de salário, ter um negócio próprio, viagens, emagrecer 10 quilos, fazer plástica, etc… Entretanto, quando responderam sobre o momento mais feliz de seus dias, as mesmas mulheres citaram situações relacionadas à afeto e reconhecimento como "quando meu marido me abraça carinhosamente" ou "quando meus filhos dizem que sou a melhor mãe do mundo". Ah, meninas, onde viverá então essa tal felicidade, hein?

Uma questão que chamou minha atenção e que também está presente, em todas as gerações, mas que fica mais forte entre os 30 e 50 anos, é a da invisibilidade. Confesso que nunca havia pensado sobre isso… 40% das pesquisadas reclamaram que, se estão fora do padrão valorizado socialmente (jovem, magra, bonita, cabelos longos e lisos, corpo trabalhado), sentem-se invisíveis, transparentes, não “olhadas” (ou paqueradas) pelos homens. Sofrem por não se sentirem mais desejáveis. 

Aliás, a insatisfação com a aparência física é enorme em todas as classes sociais e faixas etárias. E duvido que isso seja uma surpresa pra você. Toda mulher (ok! quase toda… só para garantir o caso de você conhecer alguma extraterrestre) sempre acredita que pode emagrecer um pouquinho, mudar o nariz, o cabelo, o bumbum, colocar silicone…

lounge-empreendedor-mulheres-brilhantesE o mais importante: o desejo por liberdade e reconhecimento é o que todas nós desejamos. Queremos ser únicas, independentes, mais leves e naturais (Ok! Um salário melhor também nos cai muito bem!). Por outro lado, enquanto a maturidade não vem, poucas sabem exatamente o que é ser "eu mesma". E então; ser brilhante parece ser algo muito mais complicado. Muitas têm vergonha em assumir que são boas o suficiente e de cobrar seu preço no mercado de trabalho.

Suas casas são motivo de orgulho. Gostam da casa sempre limpa, cheirosa e gostosa – e isso tem um valor simbólico e emocional: significa poder, admiração, intimidade, aconchego, organização, harmonia, qualidade de vida, status, saúde, beleza, prazer.

Para as casadas, o marido é um verdadeiro capital a ser cuidado, considerado uma verdadeira riqueza – principalmente para as mulheres de 30 a 50 anos e essa relação está muito mais ligada à parceria e afetividade do que à própria questão sexual. Pois é, meninas… Marido hoje é patrimônio! 

E sabe o que achei mais legal?!? Filhos são os únicos desejos que ganham do desejo da mulher brasileira em ser magra!  (ou vocês acharam que eu não falaria a respeito dos filhos na vida dessa nova mulher brasileira)

Aliás, em quase todos os depoimentos das convidadas dessa manhã, os filhos tiveram um papel fundamental em suas vidas. Só a Natália Pereira ainda não viveu essa emoção.

Mas isso é assunto para um novo post: Mulheres Brilhantes e suas Histórias

10 abr 2013

VIDA NOVA APÓS A APOSENTADORIA

No Comments Carreira, Coaching, Escolhas, Gestão de Pessoas, Gestão do Conhecimento, Liderança, Mercado, Mercado de Trabalho, Recolocação Profissional

Tenho certeza que você já ouviu em algum lugar que "a vida começa aos 40"; pois saiba que é cada vez mais comum que a vida empreendedora comece muito tempo depois.

 

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Hora da aposentadoria – e agora? Sinônimo antigo de fim de carreira, a chegada desse momento especial tem encontrado cada vez mais em plena atividade os executivos, gestores e técnicos qualificados. Sinal dos tempos: a expectativa média de vida, que meio século atrás mal passava dos 50 anos, já beira os 75 no Brasil do século XXI. Do gabinete da presidência ao chão da fábrica, as pessoas estão vivendo mais. E, muitas vezes, tomando o caminho de casa numa fase fértil da vida profissional, quando se sentem aptas a continuar produzindo a todo o vapor.

O cenário de fundo dessa nova realidade do mundo do trabalho salta aos olhos nos dados demográficos. Por conta dos avanços da qualidade de vida e da medicina, um dentre três brasileiros terá pelo menos 60 anos em 2050, projeta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Serão 64 milhões de pessoas nessa faixa, número três vezes maior do que o de hoje. Não é preciso ir tão longe: em 2020, que já desponta no horizonte, ter 60 anos ou mais será fato trivial para 28 milhões de pessoas, oito milhões a mais do que atualmente.

A escalada da longevidade está lançando por terra marcos cronológicos que pautaram as regras do bem viver no século XX e pondo de pé novos paradigmas. É coisa do passado o rígido receituário que prescrevia idades ideais para ter filhos, mudar de carreira, se aposentar. O ritmo vertiginoso das mudanças em curso na sociedade e na economia vem colocando as pessoas diante de novos desafios. Saber entendê-los pode fazer a diferença quando estamos abertos a novas oportunidades de realização pessoal e profissional.

Os recém-aposentados costumam desfrutar como se estivessem de férias os primeiros meses longe do trabalho. Um repouso oportuno e merecido. Mas, passada a euforia de liberdade, o ócio desmedido se revela bem diferente do intervalo anual de descanso – e é este o sentido das férias – após 11 meses de trabalho. A vontade de sentir-se ativo e produtivo é inerente ao ser humano. Se a pessoa conserva a energia, pode passar do estado de disposição ao de ansiedade e, deste, à dolorosa sensação do vazio. Afinal, ela só sabe fazer o que fazia antes no trabalho.

O problema abala até mesmo, não raro, a identidade construída em anos e anos. Quantos não carregam consigo uma segunda identificação, de pertencimento à empresa a que se dedicaram? Como bem observou o consultor de carreiras e comentarista Max Gheringer, iniciamos a vida profissional como alguém do setor X e acabamos sendo identificados como fulano da empresa Y. Não é fácil para uma pessoa acordar um belo dia sem ter o que fazer e ainda por cima desprovida do “sobrenome” que a distinguia no mercado.

Por essas e por outras razões, muitos aposentados sofrem com a ociosidade, entram em depressão e procuram alternativas à inatividade. Nem todos sabem, porém, de uma boa notícia: há apoio profissional para o ingresso numa nova fase de atividade produtiva. A transição não é simples, como não costumam ser as conquistas na vida. Mas, frente ao fenômeno mundial do aumento da longevidade, a área de gestão de pessoas conta com estratégias eficazes para respaldar a volta ao mercado, favorecida pelos trunfos da maturidade pessoal e da experiência.

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As empresas brasileiras estão despertando tarde para a contribuição decisiva que seus profissionais experientes têm a dar para a preparação dos mais novos. A dificuldade de lidar com a sucessão, nos vários escalões, é a questão da hora, assinalou ao visitar o Brasil, em junho de 2012, o professor da Universidade de Michigan Dave Ulrich, que preconiza a parceria estratégica do setor de recursos humanos com as metas corporativas. O alerta de Ulrich faz sentido: se as pessoas não planejam sequer o seu futuro, como esperar que suas aposentadorias sejam motivo de preocupação corporativa?

Um sênior leva com ele, quando se aposenta, uma fração do capital intelectual da empresa. Leva um repertório de boas práticas sem registros documentais, relegadas à informalidade e desprezadas nas ondas de mudança. Perde a empresa e perde um pouco o profissional, ao deixar para trás uma importante parte de sua vida. Sempre é tempo, contudo, de recomeçar e assumir novos papeis, quando não faltam energias e vontade de seguir em ação. Requer reciclagem, desenvolvimento, confiança no futuro. É arregaçar as mangas – e mão à obra!

* Artigo de CRISTINA GOLDSCHMIDT – Consultora em desenvolvimento de capital humano, gestão estratégica e carreira profissional; coach e diretora da Consulting CG. cristina@consultingcg.com.br

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