Archive for maio, 2011

31 mai 2011

UM EMPREENDEDOR DE SUCESSO

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Graças ao Facebook e seus reencontros inesperados, recentemente restabeleci contato com um amigo (acho que ainda posso chamá-lo assim, né Fernando?!?) muito querido que foi fundamental na minha chegada em Mogi das Cruzes.
Nos primeiros eventos ele sempre estava por perto, conversavamos muito e lembro de um dia em que, ainda um pouco surpreso, me disse “Ana, minha empresa está crescendo e eu preciso organizar a melhor forma para que isso aconteça”.
Ou a empresa cresceu demais ou a correria do dia-a-dia acabou nos distanciando… O fato é que fiquei muito feliz quando ele colocou no meu mural no Facebook um texto autorizado para que eu publicasse aqui no Lounge Empreendedor.
Medo, angústias, sonhos, auto-conhecimento, verdade, fé, realização pessoal…
Acredito que seus palavras valham de inspiração a muitos outros empreendedores que estejam na busca pelo “tal” sucesso. De empreendedor para empreendedor…

“O que faz um empreendedor de sucesso?
O que torna um empreendedor invencível às adversidades?
O que um empreendedor precisa para não sentir medo e não fracassar?
Faço-me essas perguntas todos os dias. Confesso.
Algumas vezes, quando estou indo para o trabalho, sinto uma angústia misturada a incertezas tão grandes por não saber se atingirei o sucesso profissional que desejo. Os motivos de eu sentir essa angústia eu poderia elencá-los aqui facilmente. Talvez o principal motivo desse sentimento aflorar é porque sou antes de tudo, um ser–humano, uma pessoa normal como todos, com medos, fraquezas, incertezas e acima de tudo, frágil. Penso que os medos e as dúvidas façam parte do nosso caminhar, portanto, devemos encará-los como parte inseparável e inevitável da nossa condição de existentes humanos.
O sonho de fazer da minha empresa um empreendimento de sucesso me faz encarar o meu eu profundamente. Faz-me ver quem eu realmente sou, quem eu quero me tornar e o que quero para os outros que me rodeiam. Que tamanha responsabilidade para conosco temos nós, empreendedores não é mesmo? Será que queremos o sucesso por vaidade, por grandeza ou realmente contribuir para o mundo? Lá no fundo dos nossos corações, o que realmente queremos?
A grande pergunta é: Que espécie de empreendedor eu sou?
Essas são perguntas que devemos responder para nós mesmos, sozinhos em nosso canto, com honestidade absoluta, com a alma clara e cristalina e acima de tudo, com verdade.
Tenho certeza que os grandes empreendedores, empresários de sucesso, perguntaram-se isso e em algum momento, responderam a si mesmos, a verdade absoluta e sem maquiagens corporativas disfarçadas de conceitos e vocabulários mercadológicos difíceis, burocratas e intelectualóides.
O que muito difere um empreendedor de um aventureiro administrativo é o “planejamento”.
“Fazejamento” é uma coisa… planejamento é outra coisa.
A pergunta é tão simples como o simples deve ser: Que empreendedor eu sou?
Me nego a acreditar que meus “Role-Models”, ou seja, meus exemplos de empreendedores chegaram “lá” apenas vivendo seus dias sem saberem o que são e o que verdadeiramente querem. Tenho certeza que o Sr. Júlio Simões (Proprietário do Grupo Julio Simões), por quem tenho profunda admiração e um respeito infinito, com quem já trabalhei inclusive, um dia também sentiu medo. Por várias vezes me peguei falando com uma foto do Sr. Júlio, publicada em um jornal ou revista qualquer pensando; Diga-me o seu segredo Sr. Júlio! Diga-me o que o fez vencer a vida? Qual o caminho que o Sr. percorreu. Fale-me o que fazer e eu o farei!
Henrique Borestein
Orgulho em Mogi das Cruzes

Outra pessoa que, agradavelmente, “me rouba o sono” tentando decifrar é o Sr. Henrique Borestein (Proprietário da Helbor Empreendimentos). Fico imaginando a força incomensurável que fez para atingir seus objetivos. Fico imaginando o que passa em sua cabeça quando compara o seu passado com o presente e trilha, em segundos, seu caminho resumindo 30 anos de alegrias, conquistas, desavenças, obstáculos vencidos, pormenores de gestão e sim, o medo.

Periodicamente encontro o Sr. Henrique Borestein e sorrateiro, discretamente, fico olhando para aquela “figura empreendedora” com meu pífio talento de Sherlock Holmes tentando adivinhar como “ele chegou lá”. Se ele é um ser humano como eu, se sente medos como eu os sinto e se vive no mesmo universo que eu, portanto e matematicamente, tenho as mesmas chances de atingir o sucesso como ele. O que nos difere é o tempo gasto nos objetivos somente.
Se eu pudesse, se a minha vida permitisse, gostaria de apenas ficar ouvindo conselhos de empresários de sucesso como eles. Gostaria de aos poucos, ir escrevendo uma cartilha, um manual de instrução onde pudesse chegar ao sucesso. Porém sei que isso é lirismo, é um sentimento lúdico e que a probabilidade de atingir o meu sucesso seria pequena, pois não haveria o viver, o sentir medo, o desafio.
Por fim, não haveria o aprendizado fundamental para o sucesso; a persistência e o trabalho árduo.
Tomo para mim a liberdade que não tenho para declarar aqui, a minha maior certeza: Como homens como o Sr. Júlio Simões e o Sr. Henrique Borestein chegaram lá? Só há uma resposta. Somente uma grande verdade. A fé!
Não estou me referindo à fé religiosa. Trata-se da fé em si mesmo. Da inabalável crença em seus potenciais, mesmo que o medo se faça presente. É a fé de que dias melhores virão e que tudo vai se estabilizar. É a fé nos colaboradores e que juntos, todos como um barco a remo, sincronizados, nos levarão a costa do mar em paz, calmo e sem ondas raivosas.
Não tive a ousadia de perguntar à eles, mas sei, tenho certeza, que o Sr. Henrique, durante todos os anos de sua vida empreendedora, nunca olhou para outro lado senão para frente enxergando apenas o seu objetivo, um único ponto, mesmo obscuro, mas um único e solitário objetivo. O seu “target”. A sua meta.
Pessoas como ele não se deixam abalar por medos. Sentem medos e milésimos de segundos após voltam à si para trilhar seu caminho em busca de suas realizações pessoais. Transformam o errado em instruções de não-fazer e aprendem que um dia a mais de vida vivida é um dia mais perto do sonho realizado. Tenho a certeza mais que absoluta e vou além, desafio, quem quer que seja a me convencer que esses senhores motivaram-se por dinheiro. Não, isso não.
Um empreendedor de sucesso busca realização pessoal. Ele busca o conforto e as realizações que o dinheiro possa trazer e não o próprio em espécie. Saber que estamos provendo realizações de outros através das nossas é a propulsão que nos move. Repousar um dia, em sono profundo e ter a consciência tranqüila de ter cumprido o melhor ao nosso redor.
Um empreendedor de sucesso é um amante inveterado da vida e a vive como se fosse sua única chance de vitória e na verdade, se pensarmos mais a fundo, realmente é.
Um empreendedor verdadeiro toma para si todas as responsabilidades de erros novamente cometidos e acalenta-se sob sua própria consciência já culpada e aprende que tudo depende de seus desejos e anseios.
O empreendedor deve, contrariamente a muitos que dizem o que fazer e como fazer, seguir seu próprio coração e sentir seus pés firmes no caminho que ele próprio decidiu trilhar; o caminho do sucesso. O caminho da sua realização pessoal.
Não se desviem de seus caminhos e nunca, nunca, nunca, desviem seu olhar daquele pontinho lá longe, solitário, quase imperceptível e que o medo nos dificulta a visão; A SUA REALIZAÇÃO PESSOAL.
Fernando Massaro

Convidem a si mesmos para tomar um café. Apresentem-se a si mesmos e perguntem quem é você e o que deseja para a sua vida. Olhem para dentro de si e vejam a força que torna tudo possível. Sejam amigos íntimos e sorriam para ambos.

O meu pontinho está lá, cada dia mais perto, por vezes tão longe, mas está lá. E sei que um dia estarei de frente ao meu pontinho, e que neste dia, tão esperado dia, eu possa olhar para o lado e dizer:
-Sr. Henrique, então era só isso? Era só não deixar de caminhar mesmo com medo? Bem, de qualquer maneira… eu o agradeço pela inspiração. Muito obrigado!”

Fernando S. Massaro Duque
Hoje sou eu quem agradeço, Fernando. Muito obrigada!

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28 mai 2011

EPIDEMIA WORKAHOLIC

8 Comments Ambiente de Trabalho, Escolhas
Se não pisarmos no freio no mundo corporativo, vamos morrer cedo! É fato, notório e bem sombrio. Isso é o que afirma a matéria principal da revista Você S/A deste mês (maio/2011) e também o que tenho refletido demais nessa primeira semana de uma licença médica que me afastou do trabalho em função de uma lombalgia e problemas no ciático. 
O texto da revista Você S/A não tem outro objetivo senão colocar um certo medo em executivos que estão se acorrentando (às vezes, sem perceber) aos seus computadores, idéias, dinheiro, blackberrys e ao clube do uísque – durante uma boa reunião de negócios, é claro. 
Sendo consciente ou não, o fato é que qualquer escolha gera conseqüências. Uma delas é a sensação de que hoje o mundo gira muito mais rápido que antigamente. 
Por mais que façamos várias coisas durante o dia e até de noite, vamos dormir (quando sobra tempo) com um sentimento estranho, que grita aos nossos ouvidos que não fizemos nada, que o tempo não rendeu e que amanhã será pior.

Afinal, somam-se às tarefas de ontem, as responsabilidades de hoje e haverá acúmulo de trabalho, de obrigações e, sobretudo, de cobranças – inclusive, as próprias, que entopem artérias tão bem quanto um bom pedaço de bacon. Os americanos criaram uma expressão para definir essa sensação angustiante: FOMO – um acrônimo de Fear Of Missing Out. Traduzindo: o medo de perder algo importante.
Tudo bem que, às vezes, é bacana esticar um pouco mais no trabalho, para ver, finalmente, aquele projeto pronto (não é preciso esperar pelo amanhã, não é?) É bacana, esporadicamente, levar alguma coisinha do escritório para casa para melhor refletir, esboçar, ou finalizar. Assim como é ótimo, de vez em quando, pegar aquele domingão de sol para colocar fim num trabalho que está há meses morando em cima da mesa de seu home office.
Às vezes, às vezes, às vezes, que fique claro!
Quando o quebra-galho vira rotina, quando o provisório vira permanente a vaca vai para o brejo. Não há sono de oito horas, banho quente, floral e chá de sete ervas que dê jeito em sua cabeça e você não consegue se desligar. A mente não consegue mais se organizar por horários, pois todas as horas são para o trabalho. O lazer, a ginástica diária, aquela ida ao salão de cabeleireiros e até mesmo os momentos fúteis em frente à TV dão lugar, apenas, à profissão. 
E essa neurose (ih, olha eu escrevendo novamente sobre neurose!) não tem ligação íntima com competência, é bom lembrar.
Dá para ser competente e comprometido sem ter de ficar conectado 24 horas por dia, pensar em trabalho nos momentos de folga e cancelar compromissos familiares ou com amigos para arrumar o armário do escritório!
Para não enlouquecer, sugiro que defina prioridades, de acordo com o momento de sua carreira. É sadio, também, selecionar fontes de informação relevantes. Você não precisa ler todos os e-mails minuto a minuto, atualizar o Facebook a cada uma hora ou ficar preocupado com o Twitter. Essas ferramentas surgiram para facilitar a comunicação e o acesso à informação; não para ser fonte de preocupação. Aprenda, ainda, a não se comparar a todo instante. A angústia que isso causa é fatal. 
É claro que não estou escrevendo esse post com a idéia de dar lição de moral em ninguém, afinal se a matéria me chamou tanto a atenção é porque obviamente me identifiquei imediatamente com o seu título. Aliás, entre os meus amigos mais próximos poucos são aqueles que vivam situações diferentes das descritas no parágrafo anterior.
Ou pior, poucos são os que não se identificam com as frases da matéria:
“Trabalho 60 horas por semana” (a equação é simples: ou trabalham 12 horas por 5 dias ou deixam o final de semana ao esquecimento)
“Estou 24 horas plugado no meu smartphone” (e até durmo com ele na minha cama)
“Não basta ser competente, preciso ser eficaz e inovador” (isso me lembrou o ambiente psicótico da Superinteressante)
“Vivo em fadiga permanente” (até o corpo te mandar parar, né???)
Segundo o médico Gilberto Ururahy, diretor do laboratório carioca de diagnósticos Med-Rio, 50 mil check-ups de gestores brasileiros foram alvo de análise criteriosa em 2010. Do total, 70% convivem com altos níveis de estresse, 50% são obesos e sujeitos a doenças cardíacas e diabetes, e 8% sofrem de depressão, ou seja, o atual estilo de vida do trabalhador brasileiro, do estagiário ao presidente da companhia, está doente.
Por isso, equilibre o desejo em ascender profissionalmente com a necessidade de viver. Entenda os limites entre trabalhar duro e alimentar o workaholic que existe em você.

E por falar em alimentar: elimine aquele pacote de biscoito recheado esfarelando em cima de seu teclado. Não faça de seus horários de almoço mais um momento da empresa. Estabeleça um horário regrado para colocar no prato grãos, proteína magra e muito verde, entre legumes e verduras com direito à mastigação eficiente e demorada. E água, muita água. A má alimentação vem sendo desculpa certeira dos que têm uma jornada de trabalho pesada. Mas isso também é uma questão de escolha!

Então, nesse momento, você já deve estar louco pra me perguntar: “O que fazer, Ana?”
Ora, passar a gostar da sua própria vida pode ser um grande incentivo para querer melhorar certas coisinhas.
Há hora para tudo, para trabalhar e para descansar. Defina horários para ser o melhor profissional e não cumpra esse papel nos momentos reservados para os parentes ou para o seu edredom, pantufa e roupão. Estabelecer limites para ligações também é uma boa. Após um determinado horário, inclusive, não atenda ao celular, ao telefone fixo e ao skype. Sossego é a palavra de ordem! E ser for alguém importante? Imagino que não há nada e nem ninguém mais importante que VOCÊ! 
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – MogiNews
28 de maio de 2011 
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26 mai 2011

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL

No Comments Empreendedorismo, Meio Ambiente, Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Viva Positivamente

NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

 O novo ambiente de negócios mostra que a evolução das necessidades dos clientes tem mudado ao longo dos anos. Graças a economia globalizada, os consumidores estão mais bem informados e mais fiéis às marcas e organizações que lhes dêem razões para confiar.
A revolução tecnológica eliminou distâncias e multiplicou a troca de informações via televisão, jornais, rádio, telefone e internet. A revolução educacional diminui os índices internacionais de analfabetismo, levou um crescente número de pessoas à escola e gerou em toda a população um desejo cada vez maior de informações. Por conseqüência, uma revolução cívica, representada por milhões de pessoas organizadas em todo o mundo, reunidas em associações e organizações não-governamentais (ONG), defendem seus direitos e seus interesses: como a promoção social e a proteção ambiental.
Não há mais como negar que os limites de nosso planeta são finitos e poucos ainda aceitam a destruição de florestas, a poluição das águas, o trabalho escravo ou produção de resíduos em troca do aumento da produtividade e do faturamento. Novas variáveis, além da qualidade e preço, entraram no jogo da gestão de negócios; os consumidores esperam mais de seus fornecedores. (e isso não é mais papo de cientistas, ambientalistas ou “ecochatos”, como já eu ouvi por aí.)
Empresas que estão apostando em responsabilidade social e diálogo com todos os atores de seus processos têm conquistado mais clientes, respeito da sociedade e conseguido maior comprometimento dos funcionários. Ao aspirar uma gestão mais consciente, diminuem o risco de mortalidade e tornam a própria empresa um agente de mudança cultural, contribuindo para uma sociedade mais justa e solidária.
Mas para isso não basta gerir a empresa cumprindo suas obrigações legais e requisitos tangíveis dos produtos e serviços. É preciso ir além e investir em relações éticas e transparentes com todos os públicos dos quais a empresa depende: parceiros e fornecedores, clientes e funcionários, governo e sociedade.
Segundo o Instituto Ethos, Responsabilidade Social Empresarial “é a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.”
Pelo retorno que traz – em termos de reconhecimento (imagem) e melhores condições de competir no mercado, além de contribuir substancialmente para o futuro do país –, o movimento da Responsabilidade Social Empresarial vem se fortificando dia após dia.
Mas como nem todo empreendedor nasce sabendo, acredito que chegou a hora de quebrar o mito da responsabilidade social empresarial (RSE) e falarmos em como ela se aplica no dia-a-dia da empresa, certo?
Comecemos entendendo que RSE é uma nova forma de pensar a gestão do negócio e deve nortear todas as decisões que o empresário toma no dia-a-dia. Não podemos confundi-la com ações assistenciais realizadas paralelamente ou fora do negócio de forma pontual ou sistemática. Isso é filantropia. Bonito como ato de dividir e partilhar, mas pouco para ser considerada prática de RSE.
Ao assumir o compromisso de atuar com responsabilidade social, uma empresa enfrentará o desafio de ampliar de forma expressiva a abrangência dos assuntos com os quais terá que lidar. Da mesma forma, viverá a oportunidade de se destacar por boas práticas corporativas, conseguir um relacionamento mais produtivo com clientes e fornecedores e experimentar um novo modelo em que a parceria traz bons resultados a todos os envolvidos.
Comece reavaliando seus processos internos, otimize o uso dos recursos naturais (energia e água, principalmente), conheça melhor a origem e o destino dos materiais usados e processados (rastreabilidade e reciclagem) e entenda as particularidades desses aspectos no seu negócio.
Além disso, preste atenção às pessoas ao seu redor. A empresa socialmente responsável preocupa-se com o local de trabalho, diversidade (não aceita práticas discriminatórias), desenvolvimento profissional dos funcionários, gestão participativa, evita demissões e oferece bem estar e segurança aos funcionários. Empresas que valorizam seus funcionários valorizam, na verdade, a si mesmas.
Respeite a comunidade em seu entorno, ofereça empregos para pessoas dos bairros próximos, deixe seus funcionários praticarem trabalhos voluntários, incentive programas de carona, evite terceirizar serviços para empresas que não tenham boas práticas de gestão, participe de conselhos e associações, comprometa-se com o fim da corrupção, alinhe cada decisão à sua missão, visão e valores. Não aqueles que ficam apenas no banner, mas aqueles que fazem parte da essência do seu negócio.
Parte do desafio da responsabilidade social consiste em traduzir o discurso e a boa vontade em prática efetiva das empresas. A maioria dos pequenos negócios opera com margens reduzidas e tem três importantes objetivos: economizar reduzindo custos, aumentar produtividade e obter mais vendas. Será mais fácil atingir esses objetivos tendo como base a gestão responsável do negócio e equilibrando as exigências da competitividade e a necessidade de assegurar o desenvolvimento sustentável.
Toda nova escolha depende de compromisso e determinação para a mudança. Mãos a obra!
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicada no caderno Diário Empresarial
26 de maio de 2011

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25 mai 2011

EMPREENDEDORISMO E JORNALISMO

No Comments Empreendedorismo
Foto: Vinícius Fonseca / Agência LUZ
Jornalistas da rádio Estadão/ESPN, da TV EPTV Central, do portal Estadão.com e da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios foram os grandes campeões da etapa estadual do 3º Prêmio Sebrae de Jornalismo. O anúncio foi feito ontem (24) durante cerimônia que reuniu mais de 100 jornalistas paulistas.
Criado para estimular a cobertura jornalística do segmento das micro e pequenas empresas e colocar o empreendedorismo em foco na mídia, gerando discussão sobre o tema e disseminando conhecimentos, o prêmio é realizado anualmente pelo Sebrae e revista Imprensa e homenageia as reportagens produzidas sobre o desenvolvimento dos negócios de micro e pequeno portes.

Bruno Caetano
Para o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, o prêmio é uma forma de valorizar a relação com a mídia, “uma vez que os veículos de comunicação são uma das grandes fontes de informação sobre negócios – ficando atrás apenas do contador e do empresário do mesmo ramo. O recorde de inscrições nesta edição mostra que estamos no caminho certo”. Este ano, das 1033 inscrições ao prêmio, 165 foram da mídia paulista.
Durante seu pronunciamento, Caetano informou os presentes sobre a criação de diversas ferramentas que vão proporcionar ainda mais fontes de informação aos jornalistas. “Estamos investindo neste caminho. Este ano ainda teremos a Agência Sebrae-SP de Notícias, agregando web rádio e web TV, mobile site, entre outros”.
Ricardo Tortorella
O diretor técnico do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, acredita que a premiação reconhece quem de fato valoriza as micro e pequenas empresas. “Queremos animar ainda mais os jornalistas a escreverem cada vez mais sobre o tema, porque eles são fundamentais para a difusão do conhecimento”.
Dividido em três etapas – estadual, regional e nacional – o prêmio avaliou as reportagens em quatro categorias: impresso, rádio, TV e web, e sete critérios: relevância do conteúdo; investigação; escrita; produção; impacto e benefício público; ética; originalidade; inovação e criatividade.
Os vencedores da etapa estadual receberam um troféu e um Ipad, mais a vaga na disputa Regional com reportagens de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A etapa final reunirá jornalistas de todo o País, em Brasília, no próximo 1º junho, concorrendo ao prêmio máximo de R$ 25 mil.
Ao final do evento, que teve o pocket show da cantora da nova geração da MPB, Bruna Caran, (EU ADORO!!!) o Sebrae-SP lançou o workhop Sebrae-SP para Jornalistas – Gestão e Microeconomia, que acontecerá a partir de setembro deste ano, levando as principais informações sobre o universo da micro e pequena empresa como indicadores econômicos, perfil das MPEs, balanço, desafios, tendências, casos de sucesso, entre outros.
Os vencedores
Impresso: a reportagem do jornalista Sérgio Tauhata, da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, de julho de 2010, abordou O Caminho do Sucesso de uma empresa de tecnologia que enfrentou todos os obstáculos capazes de fazer um estabelecimento fechar as portas e os aprendizados para empreendedores iniciantes e estabelecidos no mercado. Ao agradecer a premiação, Tauhata de diz gratificado em mostrar para o público histórias tão inspiradoras. “Vimos muitas histórias de vida, de transformação, de gente que persegue os sonhos, histórias de superação. Este é o melhor lado do jornalismo”.
Radiojornalismo: Apresentando Negócios Sociais, do repórter Wellington Carvalho, da rádio ESPN/Estadão, antiga Eldorado, mostra, em pouco mais de 5 minutos, como a ideia dos negócios sociais, que une a eficiência do mundo dos negócios com as causas sociais, mudou a vida de diversas pessoas em várias partes do País. Representado pelo colega Paulo Henrique Souza, por telefone o vencedor agradeceu emocionado prêmio, lembrando que sua pauta aliou negócios sociais e a importância das MPEs.
Telejornalismo: a melhor reportagem de TV foi do interior do Estado de São Paulo. Durante a Semana Global do Empreendedorismo, que acontece anualmente em novembro, a EPTV de São Carlos, afiliada da TV Globo, apresentou uma série de reportagens que mostraram como sair da informalidade, manter um negócio competitivo, as histórias e práticas de quem cresceu e gerou empregos, entre outros temas. A equipe de Fábio Ventura e Kelly Godoy abordou os mais relevantes assuntos ligados ao empreendedorismo, em uma verdadeira prestação de serviços ao setor e à sociedade. “Estamos muito felizes com esta premiação. Foi um trabalho muito emocionante contar a história do empreendedorismo, como manter o sucesso dos negócios e como não falir”, afirmou Fábio Ventura.
Webjornalismo: outro exemplo de serviço aos consumidores foi o simulador financeiro para as empresas produzido pelo site Economia & Negócios, do grupo O Estado de S. Paulo. Com a matéria O Seu Negócio na Ponta do Lápis, da repórter Nívea Terumi Miyakawa, o empresário recebeu um passo a passo para estudar se o empreendimento pode dar lucro, qual o valor de investimento inicial, a necessidade de financiamento e o tempo estimado de retorno do capital. Um incentivo para que o futuro empreendedor se planeje, primeiro passo para garantir a viabilidade de seu negócio. Além disso, o material apresentou textos de apoio e vídeos com dicas de consultores para esclarecer as dúvidas dos internautas. “É muito bom receber este prêmio, porque o desafio de construir esta pauta foi muito grande. Fizemos a ferramenta pensando no leitor”, afirmou Nívea.
Infelizmente, eu mesma não consegui estar na entrega do prêmio em função de problemas de saúde, mas não poderia deixar de registrar no Lounge Empreendedor uma iniciativa tão legal que mistura duas das minhas grandes paixões: Jornalismo e Empreendedorismo.
Parabéns ao ganhadores!
Texto de Cinthia Cunha e Paola Bello, com edição de Eliane Santos
Fonte: Portal SEBRAE-SP
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25 mai 2011

O CAVALO QUEIMADINHO – VALENTIA, CORAGEM E PROPÓSITO

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Quem já teve um cachorro, um gato, um periquito, um papagaio, um ramister ou vários deles sabe que esses bichinhos são verdadeiros mestres. Longe das vaidades e dos interesses humanos, esses seres puros dão um show de sabedoria no momento de agradar, de pedir colo, de requerer comida e até na hora de nos tirar do sério.

Afinal, sabem exatamente o que nos irrita e, quando querem chamar a atenção, sabem colocar em prática todas as suas artimanhas irracionais! Irracionais? Nessa hora, muitos de nós questionamos: “será mesmo que não pensam, esses bichinhos?”

Pode soar estranho, mas além de pensarem, animais também lutam por espaço e pela própria vida e têm ciência do que está acontecendo ao redor. No último dia 15 de maio, ao assistir à história do cavalo Queimadinho na TV Record, me veio à mente as centenas de empresários que conheço.
Pensei na quantidade de empreendedores que já chegaram, em algum momento de suas biografias empresariais, a desistir de seus negócios, de um projeto, ou de um funcionário, simplesmente por esgotamento físico ou mental, financeiro ou moral. E Queimadinho, ao contrário, lutou da maneira que pode, até o fim, pela vida que quiseram lhe ceifar brutamente! 
Queimadinho, no Desfile Cívico

 Em abril de 2010, na madrugada de um domingo, enquanto dormia num terreno baldio no bairro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o equino foi vítima de um adolescente, de 16 anos, que voltava de uma “balada”.

Sem cerimônia e, pelo visto, por pura maldade, o rapaz jogou gasolina no cavalo e ateou fogo. Nem esperou para assistir. Deixou o local, sem culpa, consciência pesada ou preocupação! #SimplesAssim, como sempre costumo (dizer) escrever no Twitter.
Desesperado e sozinho, o quadrúpede, franzino e sem raça definida, rolou na pouca grama que havia naquele espaço e, depois de longa batalha, venceu as labaredas.
A movimentação despertou a atenção e por sorte, o cavalo foi encontrado ainda vivo. Estava com 70% do corpo queimado, mas vivo! Levado até o Batalhão da Política Montada do Rio de Janeiro, o animal foi batizado carinhosamente de Queimadinho, quase no mesmo instante em que sofria duas paradas cardíacas. Forte, o bichinho sobreviveu às falhas do coração e não desistiu de viver. Passou por longo tratamento e, quando já se livrava das profundas cicatrizes, foi surpreendido por tumores, que se desenvolveram em razão dos medicamentos utilizados na fase de recuperação. Mas Queimadinho surpreendeu uma vez mais, passando vitorioso por uma delicada cirurgia para a retirada do câncer. Milagre, diziam os especialistas.
Só que uma nova surpresa da vida parecia querer mesmo surpreender aquela carcaça frágil, que nada tinha a ver com a imensa valentia que demonstrava ter o cavalo. Um parasita acabou vitimando Queimadinho no dia 1º de abril deste ano, para a tristeza de médicos, veterinários, zootecnistas e tratadores que aprenderam a superar diversidades com o equino, passo a passo, dia a dia. Valentia em seu estado mais puro, diziam alguns, derramando lágrimas de saudade. 
É claro que a altura da história, eu também já chorava. Lembrei-me da Misty e de sua luta corajosa contra a cinomose e da partida sem explicação do Cadu alguns poucos meses depois.
Queimadinho, assim como eles, se foi, mas deixou um grande ensinamento; o mesmo que busco transmitir incisivamente em palestras e treinamentos, preferencialmente em letras garrafais: independentemente da dificuldade que encontrar, vá além, dê o seu melhor, não desista, lute com amor por seus propósitos, por seus negócios, por um planejamento que é compensador, mas que também é desafiador. O possível está à disposição de todos. É o impossível que faz a diferença.
O ensinamento tão simples vale para sempre!
Desde os momentos de tranqüilidade e principalmente para quando é preciso pelejar pela vida. E, para ter coragem, para ir além, não é preciso ter como passaporte status, dinheiro ou um sobrenome que soe agradável aos ouvidos.
Um dos últimos registros do cavalo de Belford Rocho foi no desfile militar de 7 de Setembro de 2010, realizado no centro da cidade maravilhosa. Lá estava o equino, participando lado a lado dos Mangalargas da Cavalaria da Polícia Montada do município. Na parada, e em todos os momentos em que fez mais por sua existência, Queimadinho foi um herói e nos provou que ser puro sangue independe de ter pedigree.

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