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26 abr 2011

BRASIL TEM A MAIOR TAXA DE EMPREENDEDORISMO DOS ÚLTIMOS ANOS

2 Comments SEBRAE
Boas notícias foram anunciadas aos apaixonados pela cultura empreendedora nacional durante a manhã desta terça-feira, 26 de abril.
Em 2010, o Brasil alcançou a maior taxa de empreendedorismo entre os países membros do G20 (grupo que integra as maiores economias do mundo) e do BRIC (grupo que reúne os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China). O estudo mostra que no ano passado o País registrou o melhor resultado dos 11 anos em que participa da pesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor, com a maior Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA): 17,5% da população adulta (18 a 64 anos). Esse percentual revela que, no mundo, 250 milhões de pessoas empreenderam no ano que passou, sendo que no Brasil esse número chegou a 21,1 milhões de brasileiros exercendo alguma atividade empreendedora em negócios com até três anos e meio de atividade.
A GEM é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora. O projeto que atualmente é coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (organização composta e dirigida pela London Business School, na Inglaterra, pelo Babson College, dos Estados Unidos, e pela Universidad Del Desarrollo, do Chile, e por representantes dos países participantes do estudo) tem entre suas finalidades avaliar, divulgar e influenciar as políticas de incentivo ao empreendedorismo no Brasil e no mundo. Sessenta países participaram do estudo em 2010, número recorde desde a sua criação.
A amostra da pesquisa trabalha com três categorias de países, respeitando o seu desenvolvimento econômico, conforme critérios definidos pelo Fórum Econômico Mundial. O primeiro grupo é o dos países cujas economias são baseadas na extração e comercialização de recursos naturais, que são os menos desenvolvidos, como a Bolívia e Uganda. O Brasil faz parte dos países impulsionados pela eficiência – que reúne as economias norteadas para a eficiência e a produção industrial em escala, onde também estão Chile e China. Os demais são países impulsionados pela inovação, que são os mais ricos, como Estados Unidos e Itália.
Entre os 17 países membros do G20 que participaram da pesquisa em 2010, o Brasil é o que possui a maior TEA, ultrapassando a China, com 14,4%, a Argentina, com 14,2%, a Austrália, com 7,8%, e os Estados Unidos, com 7,6%. Entre as nações que formam o BRIC, o Brasil tem a população mais empreendedora, com 17,5% em estágio inicial – a China teve 14,4%, a Rússia, 3,9%, enquanto a Índia não participou da pesquisa nos últimos dois anos. Em 2008, a TEA da Índia havia sido de 11,5%. Em 2009 a TEA do Brasil havia sido de 15,3%, ocupando a segunda posição no grupo dos G20, abaixo da China com taxa de 18,8%.
Não há dúvidas de que estamos realmente sedimentando um caminho de sucesso para quem deseja empreender no Brasil: conquistamos melhorias com o SuperSimples, com a Lei Geral das MPEs e com o Empreendedor Individual, mas ainda precisamos de regulamentação tributária para que tais avanços sejam sustentáveis a longo prazo.
Não basta empreendermos mais.
Chegou a hora de empreendermos melhor!
Luiz Barreto, Presidente do SEBRAE
“O ambiente econômico atual do Brasil favorece o surgimento de novas oportunidades aos micro e pequenos empresários, que precisam se preparar para enfrentar os desafios que virão”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “Neste cenário, o Sebrae terá papel fundamental para auxiliar os empreendedores na identificação de oportunidades e na preparação para enfrentar os desafios da concorrência, com foco principalmente na inovação”, completa.

Precisamos reforçar a idéia de sermos mais competitivos em termos globais estimulando, inclusive, uma maior participação das micro e pequenas empresas na balança das exportações nacionais. Para isso, é preciso uma gestão profissional do negócio como foco na inovação, na qualidade e na responsabilidade socio-ambiental.

Estimular nas escolas cada vez mais disciplinas voltadas ao empreendedorismo também é um importante mecanismo de fomento a uma nova cultura nacional. Um maior nível de escolaridade influencia na qualidade dos empreendimentos no Brasil. Quanto maior a escolaridade e a renda maior é também a  taxa do empreendedorismo por oportunidade.

Por que isso é importante?

Negócios abertos com foco nas oportunidades tendem a se sustentar mais no mercado. Durante anos, o empreendedor brasileiro abriu negócios com foco no atendimento de suas necessidades e não com olhos nas oportunidades. Se você quer entender um pouco mais sobre oportunidade e necessidade, leia o post “Oportunidade X Necessidade” de outubro de 2009.

Sem nenhuma surpresa com relação ao setor mais atrativo aos novos empreendedores, o comércio é aquele em que mais se investe. De cada 100 empresários que abrem negócios por oportunidade no país, 25% se tornam varejistas. As outras áreas mais demandadas são as de alimentação e hospedagem (15%), atividades imobiliárias (13%) e indústria de transformação (10%).

E você, leitor do Lounge Empreendedor, pode estar se perguntando: o que leva uma pessoa a fazer tais escolhas?
Entre os empresários que apontam a oportunidade como razão de terem entrado no mundo dos negócios, 43% o fizeram pela busca de maior independência na vida profissional, 35% pelo aumento da renda pessoal, 18% para manutenção de sua renda pessoal e o restante citou outros motivos.
Outro dado relevante apresentado no relatório da pesquisa é que a “guerra dos sexos” está ficando cada vez menos importante no universo empreendedor. Há espaço para todos! Dos empreendimentos em estágio inicial (com menos de 42 meses), 50,7% foram iniciados por homens e 49,3% por mulheres. Apenas em Gana, as mulheres empreenderam mais do que os homens.
Ficou curioso? Quer saber um pouco mais sobre esse celeiro de oportunidades empreendedoras que o Brasil vem se mostrando?
A pesquisa completa bem como seu sumário executivo está aqui.
Visite o Lounge Empreendedor e deixe sua opinião sobre o conteúdo deste texto.
Te espero por lá…
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