Archive for abril 14th, 2011

14 abr 2011

E-COMMERCE

4 Comments Nem Todo Empreendedor Nasce Sabendo, Novos Mercados
NEM TODO EMPREENDEDOR NASCE SABENDO

O comércio eletrônico no Brasil vem crescendo a uma velocidade impressionante. Em 2009, em meio a uma crise mundial, essa modalidade cresceu mais de 30% atingindo um faturamento acima de R$ 10 bilhões, segundo dados do e-bit. Em 2010, o crescimento foi superior a 40% chegando perto dos R$ 15 bilhões de faturamento, sendo que somente no primeiro semestre deste ano as vendas chegaram a R$ 6,7 bilhões.
Como nem todo empreendedor nasce sabendo qual é a melhor forma de aproveitar esse novo mercado, é preciso entender possíveis caminhos para que sua micro ou pequena empresa também possa fazer negócios on-line.
Não é preciso começar grande. Tudo deve ser planejado de forma escalável para que o negócio possa crescer com eficiência e agilidade.
A plataforma de vendas é um dos principais pilares para uma operação de comércio eletrônico de sucesso e deve ser hospedada em um provedor especializado com capacidade suficiente ao número de visitantes que a acessarão.
Lembre-se que o principal gargalo para uma loja virtual é a capacidade de transmitir segurança e credibilidade para converter o usuário em cliente. Ao escolher sua plataforma, procure unir capacidade com design e facilidade de navegação. Se puder, associe um blog à sua loja virtual dando espaço para interação e customização do seu serviço de acordo com o perfil do seu visitante. Entre as vantagens desse modelo, destaco a humanização da sua marca, a possível geração de conteúdo relevante ao cliente, o aumento das possibilidades da sua loja ser encontrada e recomendada na web e a criação de um canal de comunicação muito próximo entre você e seus clientes.
Assim como em qualquer negócio “off-line”, é muito importante avaliar e monitorar como os seus concorrentes estão utilizando esse novo canal para definir seu posicionamento. Qual será seu mix de produtos, suas políticas de preço e entregas, suas promoções e principalmente, qual será o seu toque pessoal?
É possível pensar em uma lista de facilidades que poderiam funcionar como estímulo às compras pelos seus clientes on-line unificando conteúdo com a parte comercial do negócio.
Ofereça recompensas ou bonificações para clientes que se tornem promotores de conteúdo, traga a indicação da disponibilidade de produtos em estoque, destaque os produtos que estejam em promoção, utilize cores que despertem atratividade e consumo e customize o ambiente. O cliente de negócios on-line deseja se sentir único, assim como aquele que entra nas lojas presenciais.
Por isso, não descuide do atendimento.
É fundamental que você disponha de uma equipe multidisciplinar para garantir que dúvidas sobre navegação ou sobre produtos e pedidos sejam sanadas de forma rápida e eficiente. Na medida em que essa equipe crescer, será preciso inclusive um bom gerente para cuidar de toda rotina e operação do seu negócio.
Defina também um planejamento de publicidade e marketing focado no retorno do investimento para que sua loja virtual cresça e conquiste novos espaços. Pense em estratégias de marketing digital que utilizem as redes sociais, blogueiros com boa capacidade de influência e interface entre várias mídias disponíveis. Diferentemente da maioria das lojas físicas que estão localizadas em pontos estratégicos, um loja virtual precisa ser massivamente divulgada para ser conhecida.
Quando os pedidos começarem a chegar, seja pontual nas entregas. Essa é a melhor forma de manter a satisfação de seu cliente e fidelizá-lo cada vez mais. Clientes que voltem a consumir na sua loja formam uma boa base de dados para que você os conheça e passe a oferecer produtos e serviços cada vez mais pertinentes.
Existe uma infinidade de sites oferecendo os mesmos tipos de produtos e ofertas, ainda que as pessoas não se interessem ou não comprem.
Caso sua loja seja mais uma neste modelo, poderá entrar em descrédito e comprometer seus resultados. Acompanhe as tendências e, se possível, evolua antes de seus concorrentes. Inovar é o caminho pra se manter nesse setor.
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no caderno Diário Empresarial – O Diário de Mogi
14 de abril de 2011
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Te espero por lá…
14 abr 2011

MOTIVAÇÃO E SUAS BASES TEÓRICAS

3 Comments Gestão de Pessoas, Motivação
Fico muito feliz quando um post traz uma boa discussão e repercute positivamente em várias mídias e conversas de amigos.
Ontem o texto “A IMPORTÂNCIA DE MANTER A EQUIPE MOTIVADA”, publicado no Estadão do último domingo, gerou uma boa conversa entre os meus amigos no Facebook.
Não resisti e por isso, trago para o Lounge Empreendedor um pouco mais sobre essa questão motivacional.

Priscilla de Sá
Mesmo sem se lembrar da fonte, Priscilla de Sá, uma querida amiga dos tempos de Cásper Líbero, me fez pensar sobre valores percentuais que demonstrem a importância do salário como fator motivacional às pessoas. “O salário é apenas 4% da motivação dos funcionários. Quando se trata de executivos, o percentual sobe para 9%.”
Não tenho dúvidas de que dinheiro é fundamental, mas não pode ser a única variável para incentivar uma equipe. Salários altos não garantem motivação para todas as pessoas. É claro que se o salário for abaixo do mercado, a pessoa pode até se desmotivar, mas mantê-lo acima da média em troca da simples cobrança por resultados e metas não será garantidor de motivação.
Thereza Bukow

Assim como a Thereza Bukow, acredito que “por trás do salário precisa haver uma MISSÃO e uma CAUSA.” O motor da motivação é o sentimento de pertencimento e o senso de propósito comum. Trata-se um processo endógeno que determina a intensidade, direção e persistência dos nossos esforços em prol de um resultado que precisamos desejar atingir. Não basta alguém nos mandar fazer!

Fiodor Dostoievski, considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos, dizia que “o segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar o motivo para viver.” Justamente por isso, encontrar o que realmente desperta o desejo ou o “motivus” (do latim) nos membros das equipes é um desafio e tanto para qualquer gestor. Na verdade, a discussão de ontem me fez pensar sobre todos nós.
Patricia Eroles
Patricia Eroles, apresentadora de um programa de TV em Mogi das Cruzes, fez uma pergunta aparentemente simples, mas que pode ajudar muito a entender quem é quem em seu grupo de trabalho.
Agora eu pergunto:
“Vocês prefeririam ganhar 10 mil reais por mês, num ambiente profissional chato onde você não é reconhecido; ou preferiria ganhar 5 mil num ambiente de trabalho agradável???”
Só consigo responder essa questão tomando parte do aprendizado adquirido à partir de um estudo realizado por David McClelland que identifica três bases motivacionais.
Para ele, todas as pessoas têm necessidades secundárias adquiridas socialmente (realização, afiliação e poder) que vão além das necessidades anteriormente estudadas por Maslow. Tais necessidades apresentam níveis diferentes em cada um de nós determinando, assim, nosso padrão pessoal de comportamento.
Pessoas motivadas por realização são orientadas para tarefas, procuram continuamente a excelência, apreciam desafios significativos e satisfazem-se ao completá-los, determinam metas realistas e monitoram seu progresso em direção a elas. Normalmente, têm uma ligação mais direta com a justa remuneração pelos resultados que obtém.
Indivíduos motivados por afiliação desejam estabelecer e desenvolver relacionamentos pessoais próximos e pertencer a grupos. Cultivam a cordialidade e o afeto em suas relações e estimam o trabalho em equipe mais do que o individual. Nem preciso dizer que estes são os que preferem ganhar um pouco menos, mas com melhor qualidade nos relacionamentos.
Finalmente, aqueles motivados pelo poder apreciam exercer influência sobre as decisões e comportamentos dos outros, fazendo com que as pessoas atuem de uma maneira diferente do convencional, utilizando-se da dominação (poder institucional) ou do carisma (poder pessoal). Gostam de competir, vencer e estar no controle das situações. São super ligados aos seus “cargos” e status.
Você já parou para pensar onde você se encaixa?
Antes de entender como motivar sua equipe, que tal respeitar aquilo que motiva você?
Tenho certeza que em algumas situações você prefira realizar coisas, em outras adore competir e exercer o controle ou que em várias delas aprecie boas relações pessoais. Mas qual é a sua base motivacional preponderante?
Meu convite é que você reflita.
Empreendedores precisam trazer os melhores resultados para seus negócios. Conhecer a realidade de si mesmo assim como a de seus funcionários é a forma mais correta para motivá-los em prol daquilo que faça sentido ao bom desempenho de todos vocês.
E aí?!? O que motiva você?
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