Archive for abril 3rd, 2011

03 abr 2011

SENSIBILIDADE & NEGÓCIOS

No Comments Liderança
Discutir a questão dos gêneros masculino e feminino no ambiente empresarial é um tema sempre encantador, pois desvela, em cada discussão, um novo tabu, preconceito ou estímulo.
A persistência histórica de uma cultura patriarcal é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas cotidianas continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade.
Não sou feminista e acredito que cada pessoa deva ser respeitada na medida de sua desigualdade frente aos demais. Contudo, reconhecer que a discriminação existe e é injusta, me mobiliza a sempre escrever sobre o assunto e a festejar cada conquista das mulheres no mercado de trabalho.
Em pleno século XXI, a sociedade empresarial vive um momento de transição. Saímos de um modelo de produção industrial para um modo de produção ancorado na informação e no conhecimento. Neste cenário, mais competitivo, dinâmico e complexo, as empresas necessitaram rever seus padrões de gestão e excelência e as mulheres ganharam espaço para assumir o leme de suas carreiras.
Não há quem duvide de que há tempos deixamos de ser o “sexo frágil”. Com maior nível de escolaridade, perfil de liderança, habilidade para controlar situações tensas e executar diversas tarefas ao mesmo tempo, as organizações já perceberam que as mulheres podem e devem chefiar grandes equipes. De acordo com estudo do Instituto Great Place to Work, as 100 melhores empresas para se trabalhar concentram mais de 403 mil funcionários. Desses, quase 175 mil são mulheres e mais de 55 mil delas ocupam postos estratégicos.
O cenário é positivo. As organizações necessitam de líderes transformacionais que levem em conta as preocupações e as necessidades de desenvolvimento de cada funcionário, suas consciências sobre diversas questões, ajudando-os a considerar velhos problemas a partir de novas perspectivas. Líderes que instiguem, despertem e inspirem suas equipes para uma dedicação de esforços extras para o alcance das metas do grupo de trabalho.
Mulheres com características próprias como humildade, estabilidade emocional, multifuncionalidade, paciência, auto-renúncia, disposição para operar em ambientes de contrariedade, negociar fazendo concessões, e inteligência enriquecida pela intuição, está tornando-se indispensável no mundo empresarial contemporâneo.
Entretanto mesmo com todos os avanços em relação às mulheres que ocupam cargos gerenciais nas empresas, o preconceito e a discriminação instalados nas entranhas organizacionais ainda são poderosas barreiras à presença feminina nos negócios. Há uma geração de mulheres que luta pelo seu reconhecimento.
Algumas empresas ainda as vêem como inferior e desigual para assumir postos de comando. Outras, mais modernas em termos administrativos, mas arcaicas em sua cultura organizacional, não duvidam de sua competência, mas desconfiam da disponibilidade da mulher em termos de tempo dedicado à família e ao trabalho.
Pois, saiba-se que ao mesmo tempo em que as mulheres são capazes de preparar e organizar seu ambiente familiar, elas são responsáveis e conseguem conduzir atividades empresariais. Em recente pesquisa do SEBRAE, elas já representam mais de 53% dos novos estabelecimentos formalmente constituídos no país.
Atuam em áreas do próprio universo feminino (moda, cosméticos, alimentação) e optaram em abrir seu negócio por assumirem repentinamente a chefia da família repentinamente, para compor a renda doméstica, para ter mais tempo para si ou para garantir uma renda que o mercado não lhes oferece. São empreendedoras, donas de seus negócios e não têm de enfrentar a competição direta com os homens por determinados postos nas organizações.
O caminho para as mulheres executivas ainda não se encontra tão aberto. Para esse perfil de profissional é exigido um investimento psíquico muito maior do que para as empreendedoras e maiores também do que para a maioria dos homens que buscam o mesmo cargo.
Empreendedoras ou executivas, políticas ou civis, as mulheres brasileiras têm provado que sensibilidade e negócios podem gerar resultados positivos cultuando valores como lealdade, honestidade, sinceridade, valorização e respeito ao ser humano, companheirismo e reciprocidade.
Ana Maria Magni Coelho
Publicado na Revista Exper n.º 6
Março de 2011


Visite o Lounge Empreendedor e deixe sua opinião sobre o conteúdo deste texto.
Te espero por lá…
03 abr 2011

SUA EMPRESA NO MUNDO MOBILE

No Comments Sem categoria
Cada vez mais as pessoas estão utilizando os smartphones para acessar a internet. Vários estudos apontam que daqui a três anos o acesso à rede por aparelhos celulares irá superar o do computador. Com isso, as empresas passam a ter necessidades de adaptarem seus sites, fazendo com que a navegação seja mais cômoda para esses usuários.
Algumas grandes empresas, como o portal Terra e UOL, já fizeram isso. No Terra, por exemplo, o endereço de acesso é o mesmo tanto para celular quanto para computador. É o próprio site que identifica se o usuário está utilizando um ou o outro e faz a adequação de layout automaticamente.
O acesso à internet por smartphones são, na maior parte das vezes, mais lentos do que no computador. Além disso, a visualização é bem menor e a digitação mais complicada. Por isso, é necessário fazer certas adaptações que auxiliem os usuários a terem uma maior facilidade.
Para resolvermos o problema com a velocidade e a visualização, o mais recomendado é criar um layout diferenciado para os smartphones, utilizando menos imagens e textos e deixando os botões de acesso maiores.
Para facilitar a vida do usuário quanto à digitação, existem algumas alternativas no mercado como QR Code, onde se cria uma imagem que ao ser lida pelo smartphone, redireciona automaticamente para o link do seu site. Muitas empresas de vendas online têm utilizado esse recurso para facilitar o acesso do usuário a seus produtos e catálogos.
As empresas que não quiserem utilizar o QR Code podem criar links personalizados de acesso como “m.suaempresa.com.br”, mas lembre-se sempre que o usuário do smartphone não quer digitar muito e endereços eletrônicos compridos podem fazê-lo desistir de acessar seu link.
Muitas empresas utilizam algum tipo de CMS, que é um sistema de gestão de conteúdo de websites e intranets, como Joomla e WordPress. Para ambos existem plugins que adaptam seu site para móbile. Já em outras ferramentas, algumas vezes não é possível, sendo necessário criar um layout exclusivo para o acesso por smartphone.
E se dentro do meu site existir um sistema, tem como adaptá-lo? Depende muito de qual foi a linguagem utilizada para desenvolver esse sistema. No caso dele ter sido desenvolvido em PHP é possível fazer essa adaptação. A única parte que precisará ser alterada é o layout. O resto, como consultas à base de dados, por exemplo, não terá nenhuma modificação.
O mundo está avançando e cada vez mais as pessoas necessitam acessar a internet em qualquer lugar e a qualquer hora. Por isso, investir na adaptação do seu site e/ou sistema web para acesso via smartphones é muito importante. É uma maneira de mostrar a seus clientes que você está pensando na comodidade e na praticidade dele.
Esther Hinrichsen é técnica em informática e desenvolvedora web da dBrain
Agência especializada em marketing de canais.
Contatos: esther@dbrain.com.br, www.dbrain.com.br
Visite o Lounge Empreendedor e deixe sua opinião sobre o conteúdo deste texto.
Te espero por lá…
03 abr 2011

CONSCIENTIZAÇÃO PELO AUTISMO

No Comments Viva Positivamente
Em crianças, o autismo é mais comum do que AIDS, diabetes e câncer juntos. Estima-se que 70 milhões de pessoas tenham autismo no mundo, sendo que só em nosso país, os números chegam a quase 2 milhões de brasileiros acometidos pela sindrome.
Mesmo assim o autismo é pouco conhecido no Brasil e suas percepções são altamente estigmatizadas. É preciso acabar com os mitos. Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo apenas com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.
Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras. Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem podem acontecer, mas não são sempre presentes. Como falar em déficit intelectual em pessoas que muitas vezes nunca tiveram oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente? Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem, inclusive, inteligência acima da média.
Por isso, que tal buscarmos mais informação e menos preconceito para entender o autismo?
O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade. É caracterizado por um retrocesso das relações interpessoais e por diversas alterações da linguagem e dos movimentos. Tais sintomas são reconhecidos principalmente entre os 6 e os 36 meses de idade e as causas ainda são desconhecidas, embora muitos já garantam sua associação a fatores genéticos e problemas pré, peri ou pós-parto.
Os graus variam do Autismo Clássico, mais grave, à Sindrome de Asperger que é menos acentuada abrangendo desde uma criança muda, retardada e agressiva à “gênios””como Mozart que tinha todas as características de Asperger.
Geralmente, as crianças possuem aspectos saudáveis, mas os processos sintomáticos envolvem a perda do contato emocional e interpessoal chegando a causar problemas de sociabilidade, isolamente intenso e agressividade. Algumas crianças não respondem as carícias, palavras nem às atenções dos adultos. Outras são capazes de repetir propagandas de TV, partes de músicas ou de programas, mas isso não significa um ato de comunicação eficiente.
Uma vez que sabemos que a maior dificuldade do autismo é a comunicação é preciso orientar professores e educadores para que utilizem uma comunicação aumentada e alternativa bem como ambientes estruturados para o bom desempenho do autista em sala de aula e conseqüente inclusão no mercado de trabalho.
Em uma sociedade produtiva como a nossa, o trabalho ocupa um lugar central em nossas vidas assim como ocupará nas vidas dos portadores de necessidades especiais, sejam elas decorrentes do autismo ou de qualquer outra enfermidade.
Foi a obrigação de cumprir a Lei de Cotas que determinou para a maioria das empresas o início da convivência com pessoas com deficiência em sua estrutura organizacional. Entretanto, mais do que garantir o acesso, é preciso que as empresas passem a cuidar do sucesso do novo funcionário envolvendo diferentes atores e situações sociais nessa inclusão.
Todo processo empresarial que envolve mudanças de comportamentos e de valores, traz questionamentos, inseguranças e eventualmente rejeição. As empresas precisam preparar o ambiente e as pessoas para uma visão mais objetiva e equilibrada da inclusão.
Dentro do espectro autista, que se divide em graus mais ou menos severos, as oportunidades devem se associar aos estágios do comprometimento cognitivo do funcionário. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral em sua luta para uma vida independente. Costumam apresentar enorme afinidade para atividades individuais e concretas. Aliás, quanto mais concreto e repetitivo for o trabalho, tanto melhor!
Por contarem com um pensamento estritamente visual (visualização vívida), um alto poder de concentração e uma ótima memória, os autistas podem fazer do computador seu “ganha-pão” e se utilizam da Internet para travar relações com o que lhes é mais apavorante: o mundo externo.
Não há dúvidas de que  autistas têm uma nova possibilidade de mudar seu destino de abandono e não-aproveitamento de suas capacidades especiais. Basta que famílias, escolas e empresas se preparem para recebê-los respeitando suas competências e possibilidades. Essa é a essência maior do respeito à diversidade, afinal somos todos diferentes, certo?
Pessoas não são seus próprios diagnósticos.
Pessoas são seres humanos e apesar das dificuldades, podemos aprender com elas todas as possibilidade e variáveis para uma só palavra: AMOR.
Seja você também uma voz para o autismo e para uma inclusão que aconteça além das cotas.

Visite o Lounge Empreendedor e deixe sua opinião sobre o conteúdo deste texto.
Te espero por lá…
03 abr 2011

FIM DA LUTA

No Comments Valores

A persistência de José Alencar na luta contra o câncer resume bem a sua biografia: nascido pobre começou a trabalhar bem cedo, saiu de casa na adolescência, virou dono de um império no setor têxtil e chegou à vice-presidência da República do Brasil.
Sua história se assemelha a de muitos brasileiros que acreditam na força do empreendedorismo para construir um país cada vez mais rico e desenvolvido. Sempre defendeu uma política de juros mais baixos e tinha plena convicção de que juros altos impediam as empresas de crescer e o Brasil de brilhar mais no cenário internacional.
Ao longo de sua vida pública dedicou grande parte do seu tempo para cuidar dos problemas da Nação. Não precisava de holofotes, de palco ou de méritos. Alencar precisava de causas!
Por sua fé, superação e enorme amor à vida, Alencar poderia servir de exemplo apenas para aqueles que diariamente lutam contra doenças incuráveis, mas não; ele nos serve como modelo político, cidadão e empreendedor.
Será lembrado como alguém que se doou inteiramente ao Brasil e não por atos desonestos que o desabonem como homem público. Um exemplo de homem bem sucedido empresarial e politicamente. Mesmo diante das adversidades nunca esmoreceu. Enfrentou-as. Só não venceu a morte, pois esta ninguém conseguirá vencer. Cada vez que sua luta aparecia na televisão, a impressão que se tinha era a de que a nação inteira rezava por ele. Pessoalmente acredito que rezava mesmo.
Quando o inevitável aconteceu, no último dia 29 de março, José Alencar nos lega ainda um exemplo de vida através de sua determinação, bom humor e altivez diante da dor e do sofrimento. Pacientes que fomos, somos ou seremos, hoje sabemos que é possível ter esperança; e que, sim, é possível vencer a morte mesmo que por um curto período. Basta não morrer antes por medo de morrer; mas viver mais por vontade de viver.
Histórias como as de José Alencar nos dão a impressão de que podemos fazer mais diante dos desafios que a vida nos impõe. Gastamos nosso tempo com chateações, críticas e cobranças. Esquecemos o único presente real que ganhamos: a vida. Por que lamentar se podemos ir adiante?
Alencar não perdeu. Quem perdeu, fomos nós! Ele venceu e ganhou em seus últimos momentos as lágrimas e orações de milhões de brasileiros que choram a partida deste grande homem público. Um guerreiro que foi chamado para um encontro definitivo com o futuro.
A melhor maneira de dignificarmos sua memória é exercendo cotidianamente os valores e os princípios que ele sempre defendeu. Viva para sempre, José Alencar
ANA MARIA MAGNI COELHO
Publicado no Caderno Opinião – Mogi News
02 de abril de 2011
Visite o Lounge Empreendedor e deixe sua opinião sobre o conteúdo deste texto.
Te espero por lá…
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...